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Mercado Cativo de Energia

Eficiência energética tem o impacto positivo no setor das industrias

Por | EFICIENCIA ENERGETICA

Engana-se quem pensa que eficiência energética em meios industriais pode ser garantida apenas com a troca de luminárias nas áreas de produção e administração de uma empresa. De acordo com os analistas para se alcançar esta condição de eficiência no uso de energias é importante fazer um diagnóstico do estado do parque fabril da indústria. Conforme o analista, muitos parques fabris brasileiros ainda são obsoletos em comparação aos maquinários que estão disponíveis no mercado. Esse atraso na implementação acarreta ao empresariado problemas que vão desde o aumento nos gastos com energia à perda de competitividade. “Quando ele se moderniza, pode ganhar não só eficiência energética, como aumento na produção, redução no custo do produto e mais competitividade frente ao concorrente”, assinala. Essa modernização de equipamentos, completa Fiuza, também não precisa compreender, num primeiro momento, todo o parque industrial. Pode-se fazer substituições por parte, começando, por exemplo, por um sistema motriz, refrigeração, aquecimento, conforme apontado no diagnóstico energético. “É importante salientar que o empresário, muitas vezes, vê a necessidade de reduzir o custo com energias, mas, por outro lado, não realiza as ações por falta de investimentos ou acaba investindo em ações que não apresentam resultados esperados, pois, as ações tinham sido tomadas no achismo “, diz.

Segundo Fiuza, não é raro o empresário tomar medidas que não surtirão tanto efeito do ponto de vista da eficiência energética, justamente por desconhecer as reais condições de seu parque fabril e não saber exatamente qual ação é mais eficiente naquele momento. As empresas podem auxiliar os industriais nesse trabalho de diagnóstico, projetos e planejamento de ações a serem executadas para garantir mais produtividade e competitividade na área. A instituição pode, inclusive, apresentar um programa de eficiência energética para a indústria em questão.

“Com o próprio diagnóstico em mãos, o empresário também terá subsídios para buscar apoio de uma entidade financeira, para conseguir recursos para fazer as mudanças necessárias na fábrica”, conclui o analista. A GoVerde Energia é um empresa do segmento focada em soluções para economia com energia elétrica. Apos o diagnostico feito pela GoVerde o cliente terá uma real noção das ineficiências energeticas de sua operação fabril.

Tarifas no mercado cativo são 15% mais altas


Por | EFICIENCIA ENERGETICA, ENERGIA SOLAR, MERCADO LIVRE, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Recentemente, tem havido uma intenção de migração do mercado cativo de energia para o mercado livre. Um dos principais motivos que levam empresas a migrar é o fato de a energia ser mais cara no ambiente cativo.

Atualmente, a tarifa de energia no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), o mercado cativo, é aproximadamente 15% mais alta do que no mercado livre e a tendência é de que esses preços continuem subindo.

O governo sinalizou que mudanças virão com o marco regulatório do setor. Deve haver um aumento de 7% nas tarifas de energia no ACR. A Proposta de Aprimoramento do Marco Legal do Setor Elétrico anunciada em julho é um dos principais fatores que influenciam essas altas das tarifas, especialmente graças ao processo de desratização que foi sugerido. Essas cotas foram introduzidas com a MP 579/2012 na renovação por mais 30 anos das concessões das usinas hidrelétricas. As distribuidoras chegaram a comprar cotas de energia por R$ 60MW/h num momento em que o preço da energia variava entre R$ 100 e R$ 120 o MW/h.

Outros dois pontos que vão pressionar as tarifas são as indenizações das transmissoras que tiveram problemas de investimentos realizados até o ano 2000 e o comportamento das chuvas.

Também é importante notar que a sobre contratação de energia impacta de forma mais intensa o ACR. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Augusto Barroso, explicou que sobra de energia implica em custo para a distribuidora, já que ela compra a energia sem ter a garantia de consumo. Estima-se que essa sobre contratação seja da ordem de 111% até 2021 e as concessionárias podem repassar até 5% para as tarifas.

O crescimento do mercado livre de energia poderá elevar as tarifas no mercado cativo. O governo planeja reduzir de 3 mil kw para 75 kw o limite mínimo de consumo para ser elegível a migração para o mercado livre nos próximos dez anos. Dependendo do processo de migração para o Ambiente Livre de Contratação, é possível que o valor da tarifa no mercado cativo aumente sensivelmente porque a conta da infraestrutura será rateada por um número menor de usuários.