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Energia Solar

ENERGIA SOLAR TEM GRANDE CRESCIMENTO EM PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO

Por | ENERGIA SOLAR, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

O estudo anual Climatescope divulgado recentemente que um total de 34 gigawatts de nova capacidade de geração da fonte renovável entrou em operação em 71 países emergentes pesquisados pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF). A energia solar está cada vez mais presente nas nações em desenvolvimento no mundo. Em 2015, a energia fotovoltaica instalada nesses países tinha sido de 22 GW. Já no ano passado, a capacidade de geração de energia solar cresceu 54% e triplicou em três anos. Os países, Brasil, México, Chile, Jordânia, Paquistão e outros nove países viram a sua capacidade fotovoltaica duplicar em 2016, porém a China foi o país que mais contribuiu para esse aumento, com mais de 27 GW.

O uso de células fotovoltaicas em pequenas redes de energia, sistemas de bateria, lanternas com cargas pré-pagas, bombas de água e até torres de telefonia móvel alimentadas por luz solar está se expandindo cada vez mais. Segundo o estudo da BNEF os esforços, em geral, são liderados por empreendedores e investidores que incentivam e multiplicam o uso da energia solar sem ter impedimentos por parte dos governos.

Existem também aqueles que buscam financiamento de fontes privadas e fazem parcerias com grandes corporações, como provedores de telecomunicação. A África, por exemplo, conta com a ajuda de um plano de financiamento, onde mais de 1,5 milhão de famílias utilizam sistemas móveis solares em suas residências. Além disso, a cada dia, surgem aplicações inovadoras para o uso da fonte renovável, como por exemplo, reduções de custos de equipamentos e melhorias tecnológicas, isso acaba impulsionando o crescimento. Ao todo, a energia solar respondeu por 19% de toda a capacidade de geração de

energia adicionada nos países pesquisados pelo Climatescope no ano passado, crescendo de 10,6% em 2015 e 2% em 2011.

Em 2016 foram adicionados 75 GW em geração solar fotovoltaica, sendo 35 GW injetados apenas pela China. No Brasil, o surgimento da geração de energia solar fotovoltaica se dá com a criação da resolução normativa no 482/2012 que permite a conexão de micro geração na rede elétrica, criando um mercado para o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica. A utilização de energias renováveis para
a produção de eletricidade aos poucos vem ocupando um espaço maior no mundo. No Brasil, há um plano para aumentar a participação dessas fontes de 10% para 23% até 2030, o que resulta em um corte de 43% nas emissões domésticas de
CO2. Em relação à geração de energia solar domiciliar, que utiliza o sistema fotovoltaico, estudos do Plano Nacional de Energia (PNE 2050) estimam que até 2050, 18% das casas brasileiras produzirão energia através do sol. Podemos notar que a energia solar é a fonte energética que mais cresce no mundo, além de gerar 2 bilhões de economia para o país. No Brasil, já entraram em operação dois imensos parques de energia solar.

Vantagens de ter energia solar Fotovoltaica

Por | ENERGIA SOLAR

A energia solar vem conquistando os consumidores e se expandindo no Brasil. Só em 2017 o setor cresceu 300% e tem perspectivas maiores para os próximos anos.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, o país possui 12.520 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, que trazem economia e engajamento ambiental a 13.897 unidades consumidoras, somando mais de R$ 850 milhões em investimentos acumulados desde 2012. Mas esses números estão crescendo cada vez mais, até o final de 2018, por exemplo, a perspectiva é que haja mais de 25.000 sistemas fotovoltaicos homologados gerando energia. Há também as grandes usinas de energia solar que entraram em funcionamento este ano e as que estão em construção.

As vantagens do uso da energia solar para a sociedade e o meio ambiente são muito significativas. A conta de luz é, na maioria das vezes, uma preocupação para grande parte dos brasileiros. Isso por causa dos reajustes, muitas vezes imprevisíveis, e das bandeiras tarifárias, a migração para a Energia eficiente auxilia na redução das tarifas com relação a utilização das termelétricas. O proprietário que tinha um consumo médio de 630 Kwh/mês e um custo mensal de mais ou menos R$350,00, em apenas seis meses de uso, desembolsa apenas o valor referente a tarifa mínima obrigatória da concessionária. A migração é coberta de vantagens primeiro pelo baixo custo e segundo por serem energias limpas, que não geram nenhum tipo de poluição. Pode-se afirmar que a energia solar fotovoltaica é capaz de melhorar a qualidade de vida das pessoas, já que evita o envio de toneladas de poluentes na atmosfera e além disso, é uma fonte uma fonte promissora de empregos e economia.

Brasil estará entre os 20 países com maior geração solar em 2018

Por | ENERGIA SOLAR

Em 2018, o Brasil deverá estar entre os 20 países com maior geração de energia solar, considerando-se a potência já contratada e a escala da expansão dos demais países. O Plano Decenal de Expansão de Energia estima que a capacidade instalada de geração solar chegue a 8.300 MW em 2024, sendo 7.000 MW geração descentralizada e 1.300 MW distribuída. A proporção de geração solar deve chegar a 1% do total.

Estudos para o planejamento do setor elétrico em 2050 estimam que 18% dos domicílios no Brasil contarão com geração fotovoltaica ou 13% da demanda total de eletricidade residencial.

De acordo com dados da Agência Internacional de Energia, a energia solar poderá responder por cerca de 11% da oferta mundial de energia elétrica em 2050. A área coberta por painéis fotovoltaicos capaz de gerar essa energia é de 8 mil km2, o equivalente a um quadrado de 90 km de lado (quase uma vez e meia a área do DF).
O potencial brasileiro para energia solar é enorme. O Nordeste apresenta os maiores valores de irradiação solar global, com a maior média e a menor variabilidade anual, dentre todas as regiões geográficas. Os valores máximos de irradiação solar são observados na região central da Bahia e no noroeste de Minas Gerais.

Aneel vê necessidade de reestruturar sistema de bandeiras

Por | NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Em decorrência de um quadro de chuvas fracas e de uma baixa dos reservatórios, o governo estuda uma reavaliação da metodologia das bandeiras tarifárias. Esse cenário implica na revisão dos processos atuais, ocasionando aumentos nas contas dos consumidores finais.

Romeu Rufino, diretor-geral da Aneel, deve abrir audiência pública para reavaliar as bandeiras tarifárias. A metodologia atual considera em seu cálculo apenas o valor do Custo Marginal de Operação (CMO) do mês seguinte. Alguns analistas consideram esse método volátil demais e defendem que também se leve em conta o nível de armazenamento dos reservatórios e, com isso, a condição de atendimento da carga.

Rufino afirma que essa revisão poderia evitar situações em que se aplique uma bandeira verde com uma hidrologia desfavorável. A nova metodologia deve entrar em vigor no ano que vem.

A Aneel afirma que a receita proveniente das cobranças com as bandeiras tarifárias será suficiente para cobrir gastos gerados pelo risco hidrológico e pela geração termoelétrica. Essas duas contas devem influenciar os reajustes tarifários do próximo ano.

Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a arrecadação, graças às bandeiras, entre janeiro e agosto, foi de R$ 1,78 bilhão, o que não deve alcançar o custo com o risco hidrológico.

Alguns cálculos apontam que o montante obtido com as cobranças extras somaria R$ 7,5 bilhões caso a bandeira vermelha patamar 2 tivesse sido acionada entre agosto e dezembro. Mas, em agosto, a bandeira foi vermelha no patamar 1 e, em setembro, foi amarela.

Nos primeiros oito meses de 2017, segundo dados da Aneel, o risco hidrológico implicou em custo adicional de R$ 7,6 bilhões. Além disso, há uma tendência de crescimento expressivo do custo, tendo em vista a piora do cenário hídrico e a elevação dos preços da energia no curto prazo. Quando os custos de energia não são cobertos pelas tarifas, as distribuidoras arcam com os valores e, no momento do reajuste, o saldo dessa conta entra no cálculo da tarifa.
Existe uma tendência de alta nos preços das tarifas para 2018. Somente a carioca Light mostrou balanço desfavorável de R$ 455,9 milhões. Se ocorresse reajuste em setembro, o passivo, descontados os valores já adiantados na tarifa (de R$ 389,59 milhões até agora), teria um impacto nas tarifas de 1,84%. O mesmo implicaria em um impacto de 2,75% para Eletropaulo, de São Paulo, e de 1,88% para a Cemig, de Minas.

Uso de energia solar reduz 10% dos custos de revenda Rodobens

Por | ENERGIA SOLAR, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Buscando reduzir os impactos ambientais de sua atuação, a Rodobens adota mais uma iniciativa que contribuirá com a preservação do meio ambiente e a redução de despesas, desta vez, por meio da utilização de energia solar. O projeto piloto foi implantado na revenda Mercedes-Benz de São José do Rio Preto, em parceria com a empresa GoVerde Energia, fornecedora do novo sistema.

A medida contará com um sistema de captação de energia solar capaz de suprir a demanda de toda a revenda, contribuindo com redução de gastos com energia em até 10%.

“Iniciativas como esta mostram como é possível conciliar questões ambientais e nossa busca constante pela gestão eficiente de recursos. Este é um projeto que podemos replicar em outras revendas Rodobens, reforça Lucas Madureira, da área de Suprimentos.

DNA Verde

Outra medida implementada pela organização para contribuir com a redução dos impactos no meio ambiente e promover a conscientização ambiental foi a campanha “Revisão Verde”, que teve sua terceira edição realizada em junho deste ano.

Naquele mês, os clientes que visitaram as concessionárias de Automóveis e Veículos Comerciais da Rodobens em todo o Brasil, buscando serviços pós-venda, ganharam um lápis-semente que, ao ser plantado, se transformava em uma árvore da espécie Embaúba.

A ação marcava o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, e teve como um dos principais objetivos chamar a atenção do público para a importância das revisões automotivas como uma medida ecologicamente correta, uma vez que controla e reduz a emissão de gases poluentes.

Sobre a Rodobens

Com sete unidades de negócio no segmento financeiro e de varejo automotivo – Banco, Consórcio, Corretora de Seguros, Leasing & Locação, Automóveis, Veículos Comerciais e Seminovos – a Rodobens é uma empresa de São José do Rio Preto (SP), com atuação nacional e faturamento anual de R$ 3 bilhões.

Renováveis devem liderar a expansão da capacidade mundial, projeta AIE

Por | ENERGIA SOLAR, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

A edição de 2017 do World Energy Outlook da Agência Internacional de Energia aponta que nos próximos 25 anos, as necessidades energéticas crescentes do mundo serão atendidas em primeiro lugar por fontes renováveis e gás natural. O principal fator dessa análise é a rápida queda de preços que devem tornar a energia solar a fonte mais barata entre as novas capacidades que serão colocadas em operação nesse período.

De acordo com a AIE, a demanda global de energia deverá ser 30% maior em 2040, mas ainda metade do que pode ser se houvesse melhorias de eficiência. Outra constatação é e que os anos de crescimento para o carvão acabaram. A procura por petróleo diminui, mas não é revertida antes de 2040, mesmo quando as vendas de carros elétricos aumentarem significativamente. Nas próximas duas décadas o sistema energético global será formado por quatro grandes forças: os Estados Unidos que devem se tornar líderes em petróleo e gás no mundo; as energias renováveis implantadas rapidamente graças à queda de custos; ao aumento da participação da eletricidade no mix de energia; e a nova estratégia econômica da China que deverá apresentar um modo de crescimento mais limpo, com implicações para os mercados mundiais de energia.

Nesse sentido, apontou a publicação anual da agência, a fonte solar fotovoltaica deverá liderar os aumentos de capacidade justamente por conta da China e da Índia, enquanto isso na União Europeia, a eólica continuará a crescer ao ponto de se tornar a principal fonte de no continente logo após 2030. Outro destaque dado é a questão do avanço dos veículos elétricos, cuja frota mundial deverá se aproximar dos 300 milhões de unidades,segundo estudo da agência, em 2040. Esse crescimento, comentou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, é o resultado do apoio do governo e da queda dos custos das baterias. Contudo, ressaltou ele, é muito cedo para escrever o obituário do petróleo, que o crescimento para caminhões, petroquímico transporte e aviação continuam a aumentar a demanda pelo combustível fóssil.

Este ano, a publicação incluiu um foco especial na China, onde as mudanças nas políticas econômicas e energéticas em curso terão um impacto profundo no mix energético do país e continuarão a moldar as tendências globais. Ao mesmo tempo, uma forte ênfase nas tecnologias de energia mais limpas, em grande parte para enfrentar a má qualidade do ar, está catapultando aquele país a ocupar um lugar como líder mundial nas fontes eólica, solar, nuclear e em veículos elétricos e ainda deverá ser a origem de mais de um quarto de crescimento projetado no consumo de gás natural. À medida que o crescimento da demanda na China desacelera, outros países continuam a aumentar a demanda global com a Índia representando quase um terço do crescimento mundial até 2040. A revolução do petróleo e do gás de xisto nos Estados Unidos continua. Em meados da década de 2020, aquela região deverá se tornar o maior exportador de GNL do mundo e um exportador de petróleo líquido até o final dessa década.

Isso está tendo um grande impacto nos mercados de petróleo e gás, desafiando os fornecedores históricos e provocando uma grande reorientação dos fluxos de comércio global, com consumidores na Ásia representando mais de 70% das importações mundiais de petróleo e gás até 2040. O GNL dos Estados Unidos está acelerando também uma grande mudança estrutural para um mercado de gás mais flexível e globalizado. Embora as emissões de carbono tenham se achatado nos últimos anos, o relatório conclui que as emissões globais de CO2 relacionadas com a energia aumentam ligeiramente em 2040, mas a um ritmo mais lento do que nas projeções do ano passado. Ainda assim, avaliou a AIE, isso está longe de ser suficiente para evitar impactos severos das mudanças climáticas.
Em termos de energia nuclear, a Agência Internacional de Energia prevê um papel substancialmente expandido para esta fonte se o mundo quiser enfrentar o desafio de atender as necessidades das pessoas ao mesmo tempo em que reduz as emissões de gases de efeito estufa para evitar níveis perigosos de mudanças climáticas. No chamado Cenário de Desenvolvimento Sustentável, a geração nuclear mais que dobra de 2.476 TWh em 2016 para 5.345 TWh em 2040. A demanda por eletricidade aumenta de 24.765 TWh em 2016 para 35.981 TWh em 2040, com energia nuclear fornecendo 15% dessa demanda. A indústria nuclear global estabeleceu o objetivo de fornecer 25% da demanda mundial de eletricidade até 2050, o que exigiria uma triplicação da geração nuclear do seu nível atual.

O Avanço da Energia Solar no mundo

Por | ENERGIA SOLAR, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

“Energia solar”

O avanço da Energia solar no mundo.

O crescimento de diversas fontes de energia limpa avançou em todo o mundo! O que surpreendeu a todos, foi o fato das energias renováveis , em destaque, a energia solar, estar crescendo mais rápido do que combustíveis não renováveis. Em 2017, a energia solar cresceu cerca de 50%, passando o crescimento do carvão, que atualmente é o maior criador de energia. A instalação de painéis fotovoltaicos também cresceu 137% no ano passado. De todo o volume de energia gerado no planeta, placas fotovoltaicas de energia solar são responsáveis por 74 gigawatts de potência a mais no mundo. Toda essa expansão teve maior registro na china, devido ao impulso de políticas governamentais e queda do preço dessa tecnologia. A China é um país exemplo que está buscando diminuir o uso de fontes industriais, assim acaba por diminuir os custos e cuidar do meio ambiente. As energias renováveis, em geral, como, energia solar, eólica e hidrelétrica, geraram mais de 200 gigawatts no ano de 2017, liderando o crescimento, já que carvão e gás geraram juntos apenas 84 gigawatts. O uso da energia solar está crescendo em muitos países, a quantidade de eletricidade gerada por meio de painéis solares deve se tornar até 6 vezes maior até 2030.Por volta do ano de 2025 o custo médio da eletricidade gerada por sistema fotovoltaico deve cair até 59%. Estima-se que até o ano de 2050 a energia solar será a maior fonte mundial de eletricidade.

Com isso, a geração de energia solar, limpa e renovável será a forma mais barata de produzir energia. A transição de combustíveis não renováveis para energias renováveis está bastante avançada, e a energia solar está desempenhando um papel fundamental na conservação do meio ambiente, e até mesmo na economia.A GoVerde Energia estima que cerca de 1.000 gigawatts em energias renováveis serão instalados nos próximos cinco anos.

Com Maior Uso da Energia Solar, Brasileiros Poderiam Ter Economizado R$2 Bilhões Na Conta de Luz usando sistema solar

Por | ENERGIA SOLAR

Em meio a outra crise no setor elétrico, que levou o preço da energia ao seu valor mais alto até hoje, o resultado de um estudo realizado pela ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) mostra agora que, em quatro ano, os brasileiros poderiam ter economizado mais de R$2 bilhões nas contas de luz caso a fonte tivesse sido implantada antes no país.

O estudo tomou como base o período entre janeiro de 2013 e maio de 2017, quando ainda não haviam usinas solares contratadas em operação no país, visto que os primeiros leilões de energia que comissionaram esse tipo de projeto foram realizados somente em 2014, com as usinas entrando em operação este ano. Segundo Rodrigo Sauaia, presidente da ABSOLAR, os mais beneficiados com essa economia teriam sido a população nordestina que, por conta dos longos períodos de estiagem que castigam os reservatórios das hidrelétricas, tem a maioria da sua energia vinda das usinas termelétricas, de funcionamento mais oneroso e que eleva o custo da energia ao consumidor.

Essa situação chega a ser quase irônica quando lembramos que a região Nordeste é a mais beneficiada pela fonte, apresentando os maiores níveis de radiação solar do país na maior parte do ano. Se as primeiras usinas solares tivessem sido contratadas antes e entrado em operação em 2013, essa necessidade por termelétricas poderia ter sido reduzida consideravelmente. De acordo com Sauaia, a economia estimada poderia ser de até 8 bilhões de reais.

Até o final de 2017, a potência instalada da fotovoltaica no Brasil chegará ao seu primeiro gigawatt. Segundo o levantamento, para que essa economia de R$2 bilhões pudesse ter sido alcançada, seria necessário que o país estivesse já com 4 GW de energia solar instalados.

Em recente encontro com o Ministro das Minas e Energia, Fernando Coelho, os representantes da ABSOLAR apresentaram um projeto de crescimento estruturado da energia solar no Brasil. Entre as propostas sugeridas, estão a contratação anual de 2 GW de potência da tecnologia.

Caso esse ritmo de contratação tivesse ocorrido no período analisado pelo estudo, o país já teria passado dos 4 GW instalados e a economia no bolso dos consumidores seria ainda maior, afirma Sauaia.

Além disso, fora o alívio nas contas de luz que essa aplicação da tecnologia teria trazido, ela evitaria ainda que 15,4 a 17,9 milhões de toneladas de CO2 fossem liberadas na atmosfera, como aponta o estudo, trazendo mais sustentabilidade para o planeta e colaborando para diminuir as pegadas de carbono do país.

O avanço do sistema solar no Brasil

Por | ENERGIA SOLAR, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

O Brasil tem se consolidado nos últimos anos como uma das principais potências em energia solar na América Latina, a energia solar distribuída já é uma realidade cativa no pais de maior custo tarifário de energia, e deve apresentar um alto crescimento nos próximos anos, devido à irradiação solar do país e dos incentivos econômicos para usuários adotarem essa solução. Para avaliar o futuro do desenvolvimento e penetração da geração distribuída de energia solar, o BCG criou três cenários de crescimento, considerando possíveis combinações de regulamentações e políticas de apoio ao mercado.

Incentivos fiscais são cruciais para o futuro da energia solar distribuída no país. De acordo com as análises do BCG, esses estímulos são equivalentes a um desconto de 20% no custo nivelado de eletricidade a partir de fonte solar. Com isso é esperado um crescimento anual médio de 40% a 50% de geração solar distribuída, resultando em uma penetração significativa em uma década e na consolidação de um “ecossistema solar” no Brasil. Desde que a Aneel revisou as regras do sistema de compensação de energia elétrica em 2015, em grande parte do Brasil as fontes de energia alternativa passaram a ter custo inferior, ou igual ao preço de compra diretamente de uma concessionária de energia elétrica. Com isso, as instalações de energia solar saíram de 1.150 para quase 10.000 até abril de 2017.Com a promessa para clientes residenciais desfrutarem da energia solar e da redução de riscos de investimento inicial, surgem novas empresas e modelos de negócios no Brasil. Ao todo, o Portal Solar já recebeu mais de 30 mil pedidos de orçamento.

Hoje as pessoas que instalam um sistema de energia solar em suas casas ou empresas podem, através da regulamentação da ANEEL, trocar créditos de energia com a distribuidora estadual, o que possibilita redução de até 95% na conta de luz. No futuro, o MME estabelecerá um sistema onde os proprietários poderão vender o excesso da produção para o sistema nacional.

 

Geração solar cresce mais que todas as demais fontes de energia do mundo

Por | ENERGIA SOLAR

A AIE informou que 165 gigawatts de energias renováveis foram concluídos em 2016, dois terços da expansão líquida da oferta de eletricidade.

A energia se expandiu mais rapidamente do que qualquer outra fonte de combustível pela primeira vez em 2016, informou a Agência Internacional de Energia, em relatório que sugere que a tecnologia dominará o campo de energias renováveis nos próximos anos.
A instituição criada após a primeira grande crise do petróleo, em 1973, informou que 165 gigawatts de energias renováveis foram concluídos no ano passado, o que representou dois terços da expansão líquida da oferta de eletricidade. A energia solar cresceu 50 por cento, sendo que quase metade das novas plantas foram construídas na China.
“O que testemunhamos é o nascimento de uma nova era dos painéis fotovoltaicos solares”, disse Fatih Birol, diretor- executivo da AIE, em comunicado que acompanha o relatório publicado na quarta-feira, em Paris. “Estimamos que o crescimento da capacidade fotovoltaica solar será maior que o de qualquer outra tecnologia renovável até 2022.”

Os números marcam o sexto ano consecutivo em que as energias limpas estabeleceram recordes em instalações. A fabricação em massa e o distanciamento dos governos em relação aos pagamentos fixos pelas energias renováveis reduziram o custo da tecnologia eólica e solar.

A AIE estima que cerca de 1.000 gigawatts em energias renováveis serão instalados nos próximos cinco anos, marco alcançado pelo carvão apenas depois de 80 anos. Essa quantidade de eletricidade ultrapassa o consumo da China, da Índia e da Alemanha combinados.

A ascensão da energia fotovoltaica na China se deve, em grande parte, ao apoio do governo às energias renováveis, exigido por uma população preocupada com a poluição do ar e com a degradação ambiental que provoca smogs mortais. O país busca reduzir sua dependência em relação ao carvão e se transformou no maior mercado mundial para energias renováveis, em particular a energia solar.

“A história da energia fotovoltaica solar é chinesa”, disse Paolo Frankl, chefe da divisão de energia renovável da AIE. “A China é líder na fabricação há muito tempo. O que há de novo é a participação de mercado. Neste ano, foi equivalente à capacidade total instalada de painéis fotovoltaicos na Alemanha.”

Os EUA e a Índia estão entre os demais países que vêm estimulando as energias renováveis. Somados à China, deverão responder por dois terços da expansão da energia limpa em todo o mundo.
Apesar da promessa do presidente Donald Trump de reforçar a posição do carvão no mercado de energia, a expectativa é que os EUA sejam o segundo maior mercado para as energias renováveis.

A AIE também projeta que os biocombustíveis assumirão um papel maior na indústria de transporte, superando os ganhos dos veículos elétricos.
“Muita atenção foi dada nos últimos meses aos veículos elétricos, e com razão. Eles são cada vez mais globais, exponencialmente”, disse Frankl. “Mas tenho que dizer que não devemos nos esquecer dos biocombustíveis, que no fim de 2016 representavam 96 por cento do total do transporte renovável.”

O número de veículos elétricos dobrará até 2022, mas os biocombustíveis ainda representarão 93 por cento das energias renováveis consumidas no setor de transporte, estima a AIE. Os combustíveis são necessários especialmente para veículos mais pesados, incluindo aviões e navios.