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Energia Renovável

Brasil pode mais que dobrar capacidade em usinas solares em 2018

Por | ENERGIA SOLAR

O Brasil pode mais do que dobrar a capacidade instalada em grandes usinas de geração de energia solar neste ano, apontou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em relatório nesta terça-feira. O órgão regulador estima que até 1 gigawatt em novas centrais fotovoltaicas podem ser concluídas neste ano, mais do que os 935 megawatts em projetos de grande porte já em operação no país atualmente. Os números mostram o enorme potencial de avanço da energia solar no Brasil. O país, que sempre apostou suas fichas em grandes hidrelétricas, começou a realizar licitações públicas para viabilizar projetos solares

Apenas em 2014– e a fonte ainda representa menos de 1 por cento de sua capacidade instalada de geração. Segundo o relatório da Aneel, assinado pela área de fiscalização da agência, cerca de 781 megawatts dos empreendimentos solares previstos para 2018 têm alta probabilidade de serem concluídos no prazo.

Outros 231 megawatts previstos são apontados como com “viabilidade média” para implementação nesse horizonte. De acordo com o documento, as usinas com alta viabilidade são as que já possuem todas licenças ambientais e obras em andamento, enquanto as de média viabilidade ainda não iniciaram a construção ou não concluíram o licenciamento. A Reuters publicou no início de janeiro que o Brasil fechou 2017 com pouco mais de 1 gigawatt em usinas solares, dos quais 935 megawatts em projetos de grande porte e cerca de 164 megawatts em geração distribuída– geralmente placas fotovoltaicas instaladas em telhados de indústrias, residências ou comércios.

O relatório da Aneel divulgado nesta terça-feira aponta ainda 100 megawatts em projetos de usinas solares vistos como problemáticos, com “baixa viabilidade”.
Segundo o documento, já há processos em andamento na Aneel para revogação da autorização desses empreendimentos. O baixo volume de projetos com problemas para sair do papel vem após um leilão inédito em agosto passado oferecer a investidores a oportunidade de pagar prêmios em troca de desistir sem multas de seus empreendimentos. Na ocasião, nove usinas fotovoltaicas tiveram os contratos cancelado

Brasil alcança 200 MW na geração distribuída

Por | ENERGIA SOLAR, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Os sistemas de microgeração e minigeração distribuída atingiram uma marca histórica: são, hoje, aproximadamente 200 MW de potência instalada acumulada no Brasil. A principal das fontes de micro e minigeração é ainda a energia solar fotovoltaica, que soma um montante de 152 MW, representando 75,5% do total. As outras fontes, em ordem de representatividade no setor de geração distribuída no País, são: usinas térmicas (23,3 MW), as centrais hidrelétricas (15,1 MW) e eólicas (10,2 MW). Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), são 18.501 sistemas na modalidade de geração distribuída no Brasil. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) fez um mapeamento que destaca que a fonte solar fotovoltaica lidera com folga o número de instalações no País. Elas totalizam 18.356 unidades, que somam mais de R$ 1,3 bilhão em investimentos acumulados desde 2012, distribuídos em todas as regiões do País.

Os consumidores residenciais são os principais usuários da energia solar fotovoltaica no Brasil, representando 42% da potência instalada. Em segundo, estão as empresas do setor de comércio e serviços (39%). Os demais setores têm ainda uma pequena representatividade de consumo: as indústrias consomem 9%; os sistemas localizados na zona rural, 5%; edificações e serviços do poder público, como escolas, hospitais, tribunais e iluminação pública, 5%. Rodrigo Sauaia, presidente executivo da Absolar, ressalta que o crescimento da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica é impulsionado em especial por

três fatores: a redução de aproximadamente 75% no custo da energia solar fotovoltaica nos últimos dez anos; o aumento de mais de 50% nas tarifas de energia elétrica nos últimos dois anos; e um aumento no protagonismo e na consciência e responsabilidade socioambiental dos consumidores, cada vez mais interessados em economizar dinheiro, ajudando, simultaneamente, a preservação do meio ambiente.

O Brasil possui mais de 81 milhões de unidades consumidoras e um crescente interesse da população, das empresas e também de gestores públicos em aproveitar seus telhados, fachadas e estacionamentos para gerar energia localmente, com fontes renováveis, economizando dinheiro.

ENERGIA SOLAR TEM GRANDE CRESCIMENTO EM PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO

Por | ENERGIA SOLAR, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

O estudo anual Climatescope divulgado recentemente que um total de 34 gigawatts de nova capacidade de geração da fonte renovável entrou em operação em 71 países emergentes pesquisados pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF). A energia solar está cada vez mais presente nas nações em desenvolvimento no mundo. Em 2015, a energia fotovoltaica instalada nesses países tinha sido de 22 GW. Já no ano passado, a capacidade de geração de energia solar cresceu 54% e triplicou em três anos. Os países, Brasil, México, Chile, Jordânia, Paquistão e outros nove países viram a sua capacidade fotovoltaica duplicar em 2016, porém a China foi o país que mais contribuiu para esse aumento, com mais de 27 GW.

O uso de células fotovoltaicas em pequenas redes de energia, sistemas de bateria, lanternas com cargas pré-pagas, bombas de água e até torres de telefonia móvel alimentadas por luz solar está se expandindo cada vez mais. Segundo o estudo da BNEF os esforços, em geral, são liderados por empreendedores e investidores que incentivam e multiplicam o uso da energia solar sem ter impedimentos por parte dos governos.

Existem também aqueles que buscam financiamento de fontes privadas e fazem parcerias com grandes corporações, como provedores de telecomunicação. A África, por exemplo, conta com a ajuda de um plano de financiamento, onde mais de 1,5 milhão de famílias utilizam sistemas móveis solares em suas residências. Além disso, a cada dia, surgem aplicações inovadoras para o uso da fonte renovável, como por exemplo, reduções de custos de equipamentos e melhorias tecnológicas, isso acaba impulsionando o crescimento. Ao todo, a energia solar respondeu por 19% de toda a capacidade de geração de

energia adicionada nos países pesquisados pelo Climatescope no ano passado, crescendo de 10,6% em 2015 e 2% em 2011.

Em 2016 foram adicionados 75 GW em geração solar fotovoltaica, sendo 35 GW injetados apenas pela China. No Brasil, o surgimento da geração de energia solar fotovoltaica se dá com a criação da resolução normativa no 482/2012 que permite a conexão de micro geração na rede elétrica, criando um mercado para o desenvolvimento da energia solar fotovoltaica. A utilização de energias renováveis para
a produção de eletricidade aos poucos vem ocupando um espaço maior no mundo. No Brasil, há um plano para aumentar a participação dessas fontes de 10% para 23% até 2030, o que resulta em um corte de 43% nas emissões domésticas de
CO2. Em relação à geração de energia solar domiciliar, que utiliza o sistema fotovoltaico, estudos do Plano Nacional de Energia (PNE 2050) estimam que até 2050, 18% das casas brasileiras produzirão energia através do sol. Podemos notar que a energia solar é a fonte energética que mais cresce no mundo, além de gerar 2 bilhões de economia para o país. No Brasil, já entraram em operação dois imensos parques de energia solar.

GOOGLE VAI OPERAR SEUS DATA-CENTERS E ESCRITÓRIOS SOMENTE COM ENERGIAS RENOVÁVEIS

Por | ENERGIA SOLAR, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Para 2018, o Google anunciou que 100% da energia utilizada em suas operações será renovável. A empresa investe há algum tempo em projetos utilizando a energia solar e eólica, desde 2010. A meta para o ano que vem é ter energia renovável suficiente para cobrir tudo que é usado tanto em seus escritórios quanto em seus data-centers.

O comunicado do Google afirma que atualmente, a empresa é a que mais compra energia renovável no mundo. Segundo o anúncio, ela é responsável pela geração de mais de 2,6 GW (gigawatts) de energia no mundo todo. Cada gigawatt de energia é suficiente para abastecer uma cidade com 1,5 milhão de habitantes, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica.

Um dos principais motivos dessa iniciativa tomada pela empresa Google foi a queda de preço de 60 a 80% nas energias renováveis. Os investimentos em infraestrutura de energia da empresa totalizaram mais de US$ 3,5 bilhões no mundo, o que fez a empresa se tornar atualmente a maior compradora de energia limpa do mundo. Com os três novos contratos, em Dakota do Sul, Iowa e Oklahoma (Estados Unidos) será somado a infraestrutura da companhia 535 megawatts, permitindo que o Google monte uma rede limpa de mais de 3 gigawatts, sendo assim, o total será suficiente para abastecer a operação atual e também futuros projetos estão por vim. As fontes renováveis têm o grande benefício de não serem poluentes ou emitir gases de efeito estufa. Para o Google, a energia solar fotovoltaica, por ser renovável, passa por menores mudanças inesperadas de preço, tornando este tipo de energia alternativa uma opção mais econômica do que as outras.

O Google analisou que nos últimos seis anos o preço da energia eólica caiu 60%, no mesmo período, a energia solar ficou 80% mais barata. As energias renováveis estão se tornando a opção de menor custo cada vez mais rápido e acessível. A empresa investir cada vez mais na produção de energia sustentável mundial, principalmente nas regiões onde seus data- centers estão instalados e onde a empresa possui grandes operações, como por exemplo, nos Estados Unidos, Chile e algumas cidades da Suécia.

A grande empresa revela que comprar energia renovável as torna mais baratas com o tempo, futuramente, os planos do Google é mostrar mais resultados positivos tanto para a empresa quanto para o meio ambiente. É uma relação benéfica para a empresa e para o mundo, onde todos saem ganhando, além de estimular outras iniciativas e o desenvolvimento da indústria.

Renováveis devem liderar a expansão da capacidade mundial, projeta AIE

Por | ENERGIA SOLAR, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

A edição de 2017 do World Energy Outlook da Agência Internacional de Energia aponta que nos próximos 25 anos, as necessidades energéticas crescentes do mundo serão atendidas em primeiro lugar por fontes renováveis e gás natural. O principal fator dessa análise é a rápida queda de preços que devem tornar a energia solar a fonte mais barata entre as novas capacidades que serão colocadas em operação nesse período.

De acordo com a AIE, a demanda global de energia deverá ser 30% maior em 2040, mas ainda metade do que pode ser se houvesse melhorias de eficiência. Outra constatação é e que os anos de crescimento para o carvão acabaram. A procura por petróleo diminui, mas não é revertida antes de 2040, mesmo quando as vendas de carros elétricos aumentarem significativamente. Nas próximas duas décadas o sistema energético global será formado por quatro grandes forças: os Estados Unidos que devem se tornar líderes em petróleo e gás no mundo; as energias renováveis implantadas rapidamente graças à queda de custos; ao aumento da participação da eletricidade no mix de energia; e a nova estratégia econômica da China que deverá apresentar um modo de crescimento mais limpo, com implicações para os mercados mundiais de energia.

Nesse sentido, apontou a publicação anual da agência, a fonte solar fotovoltaica deverá liderar os aumentos de capacidade justamente por conta da China e da Índia, enquanto isso na União Europeia, a eólica continuará a crescer ao ponto de se tornar a principal fonte de no continente logo após 2030. Outro destaque dado é a questão do avanço dos veículos elétricos, cuja frota mundial deverá se aproximar dos 300 milhões de unidades,segundo estudo da agência, em 2040. Esse crescimento, comentou o diretor executivo da AIE, Fatih Birol, é o resultado do apoio do governo e da queda dos custos das baterias. Contudo, ressaltou ele, é muito cedo para escrever o obituário do petróleo, que o crescimento para caminhões, petroquímico transporte e aviação continuam a aumentar a demanda pelo combustível fóssil.

Este ano, a publicação incluiu um foco especial na China, onde as mudanças nas políticas econômicas e energéticas em curso terão um impacto profundo no mix energético do país e continuarão a moldar as tendências globais. Ao mesmo tempo, uma forte ênfase nas tecnologias de energia mais limpas, em grande parte para enfrentar a má qualidade do ar, está catapultando aquele país a ocupar um lugar como líder mundial nas fontes eólica, solar, nuclear e em veículos elétricos e ainda deverá ser a origem de mais de um quarto de crescimento projetado no consumo de gás natural. À medida que o crescimento da demanda na China desacelera, outros países continuam a aumentar a demanda global com a Índia representando quase um terço do crescimento mundial até 2040. A revolução do petróleo e do gás de xisto nos Estados Unidos continua. Em meados da década de 2020, aquela região deverá se tornar o maior exportador de GNL do mundo e um exportador de petróleo líquido até o final dessa década.

Isso está tendo um grande impacto nos mercados de petróleo e gás, desafiando os fornecedores históricos e provocando uma grande reorientação dos fluxos de comércio global, com consumidores na Ásia representando mais de 70% das importações mundiais de petróleo e gás até 2040. O GNL dos Estados Unidos está acelerando também uma grande mudança estrutural para um mercado de gás mais flexível e globalizado. Embora as emissões de carbono tenham se achatado nos últimos anos, o relatório conclui que as emissões globais de CO2 relacionadas com a energia aumentam ligeiramente em 2040, mas a um ritmo mais lento do que nas projeções do ano passado. Ainda assim, avaliou a AIE, isso está longe de ser suficiente para evitar impactos severos das mudanças climáticas.
Em termos de energia nuclear, a Agência Internacional de Energia prevê um papel substancialmente expandido para esta fonte se o mundo quiser enfrentar o desafio de atender as necessidades das pessoas ao mesmo tempo em que reduz as emissões de gases de efeito estufa para evitar níveis perigosos de mudanças climáticas. No chamado Cenário de Desenvolvimento Sustentável, a geração nuclear mais que dobra de 2.476 TWh em 2016 para 5.345 TWh em 2040. A demanda por eletricidade aumenta de 24.765 TWh em 2016 para 35.981 TWh em 2040, com energia nuclear fornecendo 15% dessa demanda. A indústria nuclear global estabeleceu o objetivo de fornecer 25% da demanda mundial de eletricidade até 2050, o que exigiria uma triplicação da geração nuclear do seu nível atual.

Eficiência energética e geração distribuída ganham ainda mais espaço

Por | EFICIENCIA ENERGETICA, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

A economia verde como caminho para empresas operarem no azul e contribuírem para o meio ambiente foi tema do evento “Eficiência Energética e Geração Distribuída”, realizado nesta quarta-feira (23) pela FecomercioSP, por meio do Conselho de Sustentabilidade e em parceria com a R20 – Regions of Climate Action, fundação criada pelo ex- governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger.

A abertura do seminário contou com a participação do presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, José Goldemberg; o presidente do Conselho Consultivo do R20 Brasil e presidente da rede de lojas Riachuelo, Flávio Rocha; o secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Ricardo Salles; o presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado de São Paulo – Desenvolve SP; e o presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), Milton Luiz Melo Santos.

“A eficiência energética e a geração distribuída estão se tornando cada vez mais importantes. Questões que eram discutidas por especialistas e, agora, estão chegando nos estabelecimentos comerciais. Ou seja, está virando uma prática. Essa é uma oportunidade especial porque marca uma transição da atividade puramente acadêmica para a conversão desses conhecimentos em ação comercial, lucros e desenvolvimento para a sociedade”, disse Goldemberg.

Na sequência, o gerente do Programa Nacional de Conservação de Energia da Eletrobras (Procel), Marcel Costa, detalhou aos empresários como funciona o Procel Edifica, programa de certificação de produtos com eficiência energética. O órgão promove ações em diversos segmentos de medidas sustentável, que ajudam o País a economizar energia elétrica e que geram benefício para toda a sociedade.
“A Procel tem várias áreas de atuação. Promovemos o uso eficiente de energia no setor de construção civil em edificações e também apoiamos prefeituras na iluminação pública e sinalização semafórica. Oferecemos treinamento e auxílio no planejamento e na implantação de projetos que visem ao menor consumo de energia, além de elaboração e disseminação de informação qualificada sobre eficiência energética”, explicou Costa.
Já o diretor da Jordão Engenharia, Marcio Americo, expôs medidas de como diagnosticar a necessidade de eficiência e soluções simples para o varejo, e detalhou um amplo estudo das vantagens e desvantagens dos modelos de lâmpadas disponíveis no mercado. Ressaltou ainda que, para um modelo eficiente, há de considerar não apenas o custo de aquisição, mas também o de operação.

A questão da eficiência na climatização foi abordada na palestra do vice- presidente de Eficiência Energética da Abrava, Tomaz Cleto, que fez um alerta para o aumento das vendas de aparelhos de ar condicionado no verão e deu dicas de como evitar o desperdício de energia elétrica. “Medidas simples como manter sempre limpos os filtros, deixar o aparelho em temperatura adequada, manter portas e janelas fechadas, além de desligar chillers, bombas e todo o sistema de ar quando não utilizado, ajudam a reduzir custos e, consequentemente, aumentar a lucratividade da empresa.”

A seguir, o diretor financeiro e de negócios da Desenvolve SP, Alvaro Sedlacek, trouxe opções de financiamentos para os empresários que desejam adotar medidas sustentáveis em suas empresas. Sedlacek contou que a instituição oferece um amplo leque de linhas de financiamento para ampliação, modernização, aumento da capacidade produtiva, implantação de novas plantas e relocalização de empreendimentos que tenham um bom projeto sobre questões voltadas à sustentabilidade. “Nós financiamos projetos de R$ 20 mil a R$ 30 milhões. Se o empresário tem um projeto eficaz, nós estamos aqui para dar esse suporte”, disse.

Um case de sucesso sobre a Loja Verde foi apresentado pelo gerente geral de Engenharia e Arquitetura das lojas Riachuelo, Eduardo Trajano, que mostrou todas as ações que foram introduzidas na planta da loja localizada em Ipanema. Com 1.378 metros quadrados, a loja conta com sistema de reúso de águas pluviais, telhado verde, iluminação em LED e máxima eficiência hídrica, além de estrutura metálica. “Durante a construção, todo o material utilizado foi reciclado. Os itens também foram adquiridos no comércio da região. A loja é fantástica e certamente contribui para a preservação do meio ambiente”.

O conselheiro e presidente do comitê de Sustentabilidade do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Hugo Bethlem, abordou a eficiência energética como ferramenta de competitividade. Segundo ele, o consumidor está cada vez mais “empoderado” e, em contrapartida, os empresários precisam saber em como atrair seus clientes. Parte da resposta está na eficiência energética. Precisamos investir constantemente para não perder a competitividade e a lucratividade.”

A Energia Solar No Brasil 


Por | ENERGIA SOLAR

Os constantes problemas ambientais causados pela utilização de energias não renováveis, aliados ao esgotamento dessas fontes, têm despertado o interesse pela utilização de fontes ambientais como a energia solar.

É uma boa opção na busca por alternativas menos agressivas ao meio ambiente, pois consiste numa fonte energética renovável e limpa que não emite poluentes .
A luz solar, ao atingir as células, é diretamente convertida em eletricidade. Para obter energia elétrica a partir do sol de forma indireta, é necessária a construção de usinas em áreas de grande insolação, pois a energia solar atinge a Terra de forma tão difusa que requer captação em grandes áreas. Nesses locais são espalhadas centenas de coletores solares.

Normalmente, a energia solar é utilizada em locais mais isolados, secos e ensolarados. Em Israel, aproximadamente 70% das residências possuem coletores solares, outros países com destaque na utilização da energia solar são os Estados Unidos, Alemanha, Japão e Indonésia. No Brasil, a utilização de energia solar está aumentando de forma significativa, principalmente o coletor solar destinado para aquecimento de água. Apesar de todos os aspectos positivos da energia solar (abundante, renovável, limpa, etc.), ela é pouco utilizada, pois os custos financeiros para a obtenção de energia são muito elevados, não sendo viável economicamente. Necessita de pesquisas e maior desenvolvimento tecnológico para aumentar sua eficiência e baratear seus custos de instalação.

Relatório Energetico Agosto de 2017 – GOVERDE ENERGIA

Por | EFICIENCIA ENERGETICA, ENERGIA SOLAR, MERCADO LIVRE, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

O cenário para 2018 hoje é uma incerteza. Os reservatórios em níveis críticos certamente trazem pessimismo no preço de energia, no entanto, um bom período úmido pode inverter este cenário.

O mês de agosto/17 foi bastante seco, em todas as regiões do país, e os reservatórios tiveram queda de quase 6% neste mês, terminando em 31,5%.

 

O consumo do país teve aumento considerável em relação ao mês de julho e uma variação positiva pequena em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Perspectiva Econômica

No último Boletim Focus divulgado a perspectiva de aumento no PIB do país é de 0,60% para 2017 e 2,20% para 2018. Houve uma melhora de 0,26% para 2017 e 0,20% para 2018, em relação ao mês anterior. Esta variação, mostra uma pequena perspectiva de melhora econômica, uma vez que alguns indicadores estão mostrando otimismo, como por exemplo, aumento de empregos nos últimos meses.

Curva de Preços Futuros

Os últimos meses foram catastróficos em termos de precipitação para todo Brasil, trazendo extrema seca e queda no nível dos reservatórios. Isto fez com que o mercado respondesse com grande aumento nos preços para todo período futuro.

Comentario GoVerde Energia

O cenário de preços atuais, traz perspectiva de pequena viabilidade de migração para 2018, com economias de até 5%, enquanto 2019 a diante a expectativa é de resultados melhores.

O cenário é de muita instabilidade nos preços, principalmente para out-dez/17 e 2018.

Mercado Livre de Energia – GoVerde Energia

Por | MERCADO LIVRE, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

De acordo com Estudo setorial da GoVerde Energia o Mercado Livre de Energia se consolida no mundo como uma forma potencial de economia, meio seguro e confiável de adquirir energia elétrica por um valor negociável. forte aumento das tarifas de energia das distribuidoras nestes últimos anos, fruto do realismo tarifário, fez ressurgir o movimento de migração de consumidores industriais e comerciais para o mercado livre, segundo comercializadores de energia movidas pelo valor tarifário.

O custo de energia no mercado livre esta hoje entre 12% e 22% mais baixo que no ambiente cativo, das distribuidoras de energia dependendo da região, de acordo com pesquisas das consultorias energéticas. Hoje, há em media 1.929 empresas no Brasil que já aderiram a esta modalidade.

As empresas que assinaram contratos para mudar os  custos e modo de vida, representaram uma mudança visível de 45% do consumo de energia, é sem dúvidas uma migração recorde para o mercado de energia. Nos próximos 6 meses, o governo aposta que mais de 378 empresas devem aderir ao mercado livre de energia no Brasil, o que faz com que grandes consumidores como fabrica, mercados e shopping, terão como vantagem comprar energia diretamente dos geradores ou comercializadores, através de contratos bilaterais com condições livremente negociadas, como preço, prazo, volume, e ainda escolhe o fornecedor de luz e acerta o preço que quer pagar.

Brasil estuda inserir renováveis enquanto aposta em hidrelétricas alto sustentáveis

Por | ENERGIA SOLAR, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Reservatórios e usinas reversíveis seriam importantes para compensar a incerteza que a variação do vento e do sol causa sobre a produção das renováveis

São Paulo – O Brasil vai estudar os limites técnicos e custos para a inserção de fontes renováveis em sua matriz energética, como usinas eólicas e solares, mas a política do país deverá manter o foco nas hidrelétricas, até mesmo como forma de apoiar a geração intermitente dessas novas fontes, disse à Reuters o presidente da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso.

“A nossa ‘renovável-chefe’ é a hidreletricidade. A presença das ‘novas renováveis’ –pequenas hidrelétricas, eólica e solar– é uma realidade e o planejamento tem atuado e continuará atuando para facilitar sua penetração de forma sustentável… hidrelétricas e outras fontes renováveis de energia são complementares”, disse. Ele adiantou que a EPE pretende avaliar ainda neste ano os limites e formas mais eficientes de viabilizar a expansão dessas fontes.“Este estudo, que gostaríamos de desenvolver em 2017,determinaria quanto o sistema pode acomodar de renováveis e responderia qual é o custo incremental de acomodar um limite maior de penetração”, comentou.Ele admitiu, no entanto, que é difícil viabilizar de imediato investimentos em novas usinas em um momento em que a desaceleração da economia devido à crise financeira do Brasil gerou uma sobra estrutural de energia.
Um leilão que contrataria projetos eólicos e solares no final de dezembro passado acabou cancelado pelo governo devido a essa sobra estrutural. “Em função da perspectiva do crescimento econômico, a necessidade de nova energia nos leilões… será um desafio para a contratação de qualquer fonte no país em um horizonte de mais curto prazo”, disse Barroso, para quem a demanda menor afeta também projetos voltados ao mercado livre de energia. Ele destacou que, enquanto isso, a energia solar pode se expandir com projetos de geração distribuída, como placas fotovoltaicas em telhados de residências ou comércios. Para Barroso, essa forma de geração já é econômica e “de visível interesse da sociedade”.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), existiam em novembro passado 6,6 mil projetos de geração distribuída, o que representa crescimento de mais de 260 por cento desde o final de 2015. O presidente da EPE disse ainda que há um grupo de trabalho do governo dedicado a rever o elevado nível de subsídios presente atualmente na conta de energia, mas destacou que isso não deverá atrapalhar o crescimento da energia renovável.“Tudo será conduzido com bastante comunicação com o mercado. Em minha opinião, as renováveis podem sim ser introduzidas de maneira competitiva e sem subsídios no Brasil.”

Hidrelétricas no alvo

Enquanto estuda formas de fomentar as “novas renováveis”, o Brasil irá discutir impactos socioambientais das hidrelétricas e buscar soluções para viabilizar novos empreendimentos da fonte.“Em outras palavras, queremos construir os empreendimentos certos e de maneira correta”, disse Barroso.Ele adiantou que a EPE desenvolve atualmente estudos de inventário e de viabilidade técnica e ambiental de algumas usinas hídricas, como Castanheira, com cerca de 140 megawatts, e Bem Querer, que teria cerca de 700 megawatts.“Importante ressaltar que outros agentes setoriais também desenvolvem estudos de inventário e de viabilidade. Além disso, a EPE está iniciando estudos visando identificar potencial e projetos de usinas de regularização (com reservatórios). Também iniciamos alguns estudos voltados para usinas reversíveis”, disse Barroso.De acordo com ele, essas ações correrão em paralelo com um debate sobre a possibilidade de novas hidrelétricas na Amazônia.“Os resultados dessas ações determinarão a possibilidade de encaminhamento de projetos para leilão nos próximos dois anos”, apontou Barroso.

Matriz hídrica limpa

A EPE destacou ainda que as hidrelétricas brasileiras podem ser um aliado de peso para a redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE), o que vai contra acusações de grupos ambientalistas, que chegaram a acusar essas usinas de serem mais poluentes que algumas termelétricas. “Um recente estudo de pesquisa desenvolvido com apoio de várias universidades… revelou, ao contrário do que se pensava, que as usinas no Brasil emitem muito menos… das 11 usinas avaliadas no projeto, o maior valor de emissão foi de cerca de um 1/5 de uma usina a gás natural ou 1/10 de uma usina a carvão”, disse Barroso.
Ele apontou que a única exceção é a hidrelétrica de Balbina, no Amazonas, que foi construída durante a ditadura militar no Brasil e ficou famosa como um caso de grande impacto ambiental. A usina emite gases porque a vegetação nativa não foi retirada antes do enchimento do lago. “Neste caso a emissão foi praticamente duas vezes superior a uma usina a carvão”, comentou o chefe da EPE. Para ele, a matriz brasileira, contando as usinas hídricas, tem uma presença de renováveis comparável ao que muitos outros países buscam alcançar “em algumas décadas”.