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Comercializadora de Energia

Mercado livre tem apoio do setor elétrico

Por | MERCADO LIVRE

O reaquecimento da indústria e a intensa migração de empresas do Ambiente de Contratação Regulada para o mercado livre têm deixado a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia otimista. Esses dois fatores impulsionam o Ambiente de Comercialização Livre, que atingiu o recorde histórico de 30% do total do consumo do Sistema Interligado Nacional. A abertura total do setor está prevista para ser discutida em 2028. Dessa forma, o governo adia por mais de uma década a possibilidade de os consumidores brasileiros, em sua totalidade, acessarem o direito de escolha sobre o fornecedor de energia elétrica. A Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia fez um levantamento das 47 contribuições apresentadas para a Consulta Pública sobre as mudanças do marco legal do setor elétrico brasileiro. Segundo a Associação, a análise das propostas das quatro instituições públicas, das 21 entidades de classe e dos 22 grupos empresariais é unânime na defesa da abertura do mercado de energia. O cronograma da expansão do ambiente livre, segundo 40% delas, deveria ser acelerado.

O estudo das propostas mostra que há um consenso de que a expansão da liberdade de escolha do consumidor é o melhor caminho a ser seguido. Quase a metade dos proponentes pede que o processo de abertura seja acelerado.

Outras análises mostram que 55% das propostas são favoráveis à separação entre lastro e energia, que 53% delas apostam na formação de preço por oferta e não pelo Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e que 38% concordam com a divisão entre mercado atacadista e de varejo.

Mercado Livre de Energia entrega redução de custos para o setor industrial

Por | MERCADO LIVRE, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

O mercado livre de energia já vem sendo utilizado pelas grandes indústrias como alternativa na na alta potencial de redução de custos com energia, uma vez que a empresa passa a ser detentora das estratégias de compra e consumo de energia que podem propiciar tanto ganhos contra o mercado regulado, com tarifas determinadas pela Aneel e pelo perfil da distribuidora, como contra o concorrente.
O mercado livre de energia já vem sendo utilizado pelas grandes indústrias como alternativa na redução dos custos nesta área. Com o aumento significativo das tarifas neste ano e um contexto econômico mais pressionado, um número maior de empresas procurou o mercado livre para amenizar os impactos. Por meio desta modalidade, são firmados contratos especiais para o fornecimento de energia que podem garantir uma economia de até 20% em relação à rede cativa, que são as distribuidoras de energia dos Estados. As empresas divulgaram em nota que em menos de 2 anos teve uma redução de custos de aproximadamente R$ 100 mil. As empresas que aderem a esta parte do mercado livre de energia são abastecidas apenas com estas fontes diferenciadas. “A economia varia de 10% a 20% atualmente, dependendo do preço negociado. Esta redução já foi maior. Além da entrada de muitas empresas neste mercado no período, a diminuição da tarifa do mercado regulado de energia também fez com que essa diferença fosse menor. De qualquer maneira, ela traz um impacto positivo para quem consome muita energia”, salienta Franklin Miguel, diretor presidente da Copel Comercialização, empresa da Copel Holding que atua no mercado livre de energia.

Previsão de Bandeira Amarela sobe valor de Energia Eletrica

Por | MERCADO LIVRE, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Bandeira Amarela foi acionada em cima da previsão inicial de afluências do mês de Setembro, não consolidadas

 

Ao longo do mês de setembro, um sistema de alta pressão meteorológico se instalou em quase todo Brasil, afastando a precipitação. Desta forma, a falta de chuvas fez com que os reservatórios entrassem em “queda livre” e em meados de setembro, já estamos com menos de 30% de reserva.

Este cenário é de quase 13% a menos do que o mesmo período no ano anterior, que terminou dezembro com quase 30%.
Para este ano a previsão é de que o armazenamento esteja abaixo dos 20% em dezembro, trazendo grande pressão para o período úmido.

A figura abaixo mostra a relação ano a ano dos reservatórios para os anos de 2001 e de 2010-2017. É possível notar que atualmente o único ano que possui níveis abaixo do de 2017 é o de 2001, ano em que houve racionamento de energia

Mercado Livre de Energia – GoVerde Energia

Por | MERCADO LIVRE, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

De acordo com Estudo setorial da GoVerde Energia o Mercado Livre de Energia se consolida no mundo como uma forma potencial de economia, meio seguro e confiável de adquirir energia elétrica por um valor negociável. forte aumento das tarifas de energia das distribuidoras nestes últimos anos, fruto do realismo tarifário, fez ressurgir o movimento de migração de consumidores industriais e comerciais para o mercado livre, segundo comercializadores de energia movidas pelo valor tarifário.

O custo de energia no mercado livre esta hoje entre 12% e 22% mais baixo que no ambiente cativo, das distribuidoras de energia dependendo da região, de acordo com pesquisas das consultorias energéticas. Hoje, há em media 1.929 empresas no Brasil que já aderiram a esta modalidade.

As empresas que assinaram contratos para mudar os  custos e modo de vida, representaram uma mudança visível de 45% do consumo de energia, é sem dúvidas uma migração recorde para o mercado de energia. Nos próximos 6 meses, o governo aposta que mais de 378 empresas devem aderir ao mercado livre de energia no Brasil, o que faz com que grandes consumidores como fabrica, mercados e shopping, terão como vantagem comprar energia diretamente dos geradores ou comercializadores, através de contratos bilaterais com condições livremente negociadas, como preço, prazo, volume, e ainda escolhe o fornecedor de luz e acerta o preço que quer pagar.

Brasil estuda inserir renováveis enquanto aposta em hidrelétricas alto sustentáveis

Por | ENERGIA SOLAR, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Reservatórios e usinas reversíveis seriam importantes para compensar a incerteza que a variação do vento e do sol causa sobre a produção das renováveis

São Paulo – O Brasil vai estudar os limites técnicos e custos para a inserção de fontes renováveis em sua matriz energética, como usinas eólicas e solares, mas a política do país deverá manter o foco nas hidrelétricas, até mesmo como forma de apoiar a geração intermitente dessas novas fontes, disse à Reuters o presidente da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso.

“A nossa ‘renovável-chefe’ é a hidreletricidade. A presença das ‘novas renováveis’ –pequenas hidrelétricas, eólica e solar– é uma realidade e o planejamento tem atuado e continuará atuando para facilitar sua penetração de forma sustentável… hidrelétricas e outras fontes renováveis de energia são complementares”, disse. Ele adiantou que a EPE pretende avaliar ainda neste ano os limites e formas mais eficientes de viabilizar a expansão dessas fontes.“Este estudo, que gostaríamos de desenvolver em 2017,determinaria quanto o sistema pode acomodar de renováveis e responderia qual é o custo incremental de acomodar um limite maior de penetração”, comentou.Ele admitiu, no entanto, que é difícil viabilizar de imediato investimentos em novas usinas em um momento em que a desaceleração da economia devido à crise financeira do Brasil gerou uma sobra estrutural de energia.
Um leilão que contrataria projetos eólicos e solares no final de dezembro passado acabou cancelado pelo governo devido a essa sobra estrutural. “Em função da perspectiva do crescimento econômico, a necessidade de nova energia nos leilões… será um desafio para a contratação de qualquer fonte no país em um horizonte de mais curto prazo”, disse Barroso, para quem a demanda menor afeta também projetos voltados ao mercado livre de energia. Ele destacou que, enquanto isso, a energia solar pode se expandir com projetos de geração distribuída, como placas fotovoltaicas em telhados de residências ou comércios. Para Barroso, essa forma de geração já é econômica e “de visível interesse da sociedade”.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), existiam em novembro passado 6,6 mil projetos de geração distribuída, o que representa crescimento de mais de 260 por cento desde o final de 2015. O presidente da EPE disse ainda que há um grupo de trabalho do governo dedicado a rever o elevado nível de subsídios presente atualmente na conta de energia, mas destacou que isso não deverá atrapalhar o crescimento da energia renovável.“Tudo será conduzido com bastante comunicação com o mercado. Em minha opinião, as renováveis podem sim ser introduzidas de maneira competitiva e sem subsídios no Brasil.”

Hidrelétricas no alvo

Enquanto estuda formas de fomentar as “novas renováveis”, o Brasil irá discutir impactos socioambientais das hidrelétricas e buscar soluções para viabilizar novos empreendimentos da fonte.“Em outras palavras, queremos construir os empreendimentos certos e de maneira correta”, disse Barroso.Ele adiantou que a EPE desenvolve atualmente estudos de inventário e de viabilidade técnica e ambiental de algumas usinas hídricas, como Castanheira, com cerca de 140 megawatts, e Bem Querer, que teria cerca de 700 megawatts.“Importante ressaltar que outros agentes setoriais também desenvolvem estudos de inventário e de viabilidade. Além disso, a EPE está iniciando estudos visando identificar potencial e projetos de usinas de regularização (com reservatórios). Também iniciamos alguns estudos voltados para usinas reversíveis”, disse Barroso.De acordo com ele, essas ações correrão em paralelo com um debate sobre a possibilidade de novas hidrelétricas na Amazônia.“Os resultados dessas ações determinarão a possibilidade de encaminhamento de projetos para leilão nos próximos dois anos”, apontou Barroso.

Matriz hídrica limpa

A EPE destacou ainda que as hidrelétricas brasileiras podem ser um aliado de peso para a redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE), o que vai contra acusações de grupos ambientalistas, que chegaram a acusar essas usinas de serem mais poluentes que algumas termelétricas. “Um recente estudo de pesquisa desenvolvido com apoio de várias universidades… revelou, ao contrário do que se pensava, que as usinas no Brasil emitem muito menos… das 11 usinas avaliadas no projeto, o maior valor de emissão foi de cerca de um 1/5 de uma usina a gás natural ou 1/10 de uma usina a carvão”, disse Barroso.
Ele apontou que a única exceção é a hidrelétrica de Balbina, no Amazonas, que foi construída durante a ditadura militar no Brasil e ficou famosa como um caso de grande impacto ambiental. A usina emite gases porque a vegetação nativa não foi retirada antes do enchimento do lago. “Neste caso a emissão foi praticamente duas vezes superior a uma usina a carvão”, comentou o chefe da EPE. Para ele, a matriz brasileira, contando as usinas hídricas, tem uma presença de renováveis comparável ao que muitos outros países buscam alcançar “em algumas décadas”.