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Carga de Energia

Aneel vê necessidade de reestruturar sistema de bandeiras

Por | NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Em decorrência de um quadro de chuvas fracas e de uma baixa dos reservatórios, o governo estuda uma reavaliação da metodologia das bandeiras tarifárias. Esse cenário implica na revisão dos processos atuais, ocasionando aumentos nas contas dos consumidores finais.

Romeu Rufino, diretor-geral da Aneel, deve abrir audiência pública para reavaliar as bandeiras tarifárias. A metodologia atual considera em seu cálculo apenas o valor do Custo Marginal de Operação (CMO) do mês seguinte. Alguns analistas consideram esse método volátil demais e defendem que também se leve em conta o nível de armazenamento dos reservatórios e, com isso, a condição de atendimento da carga.

Rufino afirma que essa revisão poderia evitar situações em que se aplique uma bandeira verde com uma hidrologia desfavorável. A nova metodologia deve entrar em vigor no ano que vem.

A Aneel afirma que a receita proveniente das cobranças com as bandeiras tarifárias será suficiente para cobrir gastos gerados pelo risco hidrológico e pela geração termoelétrica. Essas duas contas devem influenciar os reajustes tarifários do próximo ano.

Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a arrecadação, graças às bandeiras, entre janeiro e agosto, foi de R$ 1,78 bilhão, o que não deve alcançar o custo com o risco hidrológico.

Alguns cálculos apontam que o montante obtido com as cobranças extras somaria R$ 7,5 bilhões caso a bandeira vermelha patamar 2 tivesse sido acionada entre agosto e dezembro. Mas, em agosto, a bandeira foi vermelha no patamar 1 e, em setembro, foi amarela.

Nos primeiros oito meses de 2017, segundo dados da Aneel, o risco hidrológico implicou em custo adicional de R$ 7,6 bilhões. Além disso, há uma tendência de crescimento expressivo do custo, tendo em vista a piora do cenário hídrico e a elevação dos preços da energia no curto prazo. Quando os custos de energia não são cobertos pelas tarifas, as distribuidoras arcam com os valores e, no momento do reajuste, o saldo dessa conta entra no cálculo da tarifa.
Existe uma tendência de alta nos preços das tarifas para 2018. Somente a carioca Light mostrou balanço desfavorável de R$ 455,9 milhões. Se ocorresse reajuste em setembro, o passivo, descontados os valores já adiantados na tarifa (de R$ 389,59 milhões até agora), teria um impacto nas tarifas de 1,84%. O mesmo implicaria em um impacto de 2,75% para Eletropaulo, de São Paulo, e de 1,88% para a Cemig, de Minas.

O que são as bandeiras tarifárias?

Por | NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

As bandeiras verde, amarela e vermelha (patamar I e II) indicam se a energia custa mais ou menos, em função das condições de geração de eletricidade.

Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;

Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,020 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos.
Bandeira vermelha: condições mais custosas de geração. Patamar I: A tarifa sobre acréscimo de R$ 0,030 para cada quilowatt-hora kWh consumido. Patamar II: A tarifa sobre acréscimo de R$ 0,035 para cada quilowatt-hora kWh consumido.

A Bandeira Tarifária Divulgada pela ANEEL para o mês de Setembro/17 é Amarela.

Previsão de Bandeira Amarela sobe valor de Energia Eletrica

Por | MERCADO LIVRE, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Bandeira Amarela foi acionada em cima da previsão inicial de afluências do mês de Setembro, não consolidadas

 

Ao longo do mês de setembro, um sistema de alta pressão meteorológico se instalou em quase todo Brasil, afastando a precipitação. Desta forma, a falta de chuvas fez com que os reservatórios entrassem em “queda livre” e em meados de setembro, já estamos com menos de 30% de reserva.

Este cenário é de quase 13% a menos do que o mesmo período no ano anterior, que terminou dezembro com quase 30%.
Para este ano a previsão é de que o armazenamento esteja abaixo dos 20% em dezembro, trazendo grande pressão para o período úmido.

A figura abaixo mostra a relação ano a ano dos reservatórios para os anos de 2001 e de 2010-2017. É possível notar que atualmente o único ano que possui níveis abaixo do de 2017 é o de 2001, ano em que houve racionamento de energia

Mercado Livre de Energia – GoVerde Energia

Por | MERCADO LIVRE, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

De acordo com Estudo setorial da GoVerde Energia o Mercado Livre de Energia se consolida no mundo como uma forma potencial de economia, meio seguro e confiável de adquirir energia elétrica por um valor negociável. forte aumento das tarifas de energia das distribuidoras nestes últimos anos, fruto do realismo tarifário, fez ressurgir o movimento de migração de consumidores industriais e comerciais para o mercado livre, segundo comercializadores de energia movidas pelo valor tarifário.

O custo de energia no mercado livre esta hoje entre 12% e 22% mais baixo que no ambiente cativo, das distribuidoras de energia dependendo da região, de acordo com pesquisas das consultorias energéticas. Hoje, há em media 1.929 empresas no Brasil que já aderiram a esta modalidade.

As empresas que assinaram contratos para mudar os  custos e modo de vida, representaram uma mudança visível de 45% do consumo de energia, é sem dúvidas uma migração recorde para o mercado de energia. Nos próximos 6 meses, o governo aposta que mais de 378 empresas devem aderir ao mercado livre de energia no Brasil, o que faz com que grandes consumidores como fabrica, mercados e shopping, terão como vantagem comprar energia diretamente dos geradores ou comercializadores, através de contratos bilaterais com condições livremente negociadas, como preço, prazo, volume, e ainda escolhe o fornecedor de luz e acerta o preço que quer pagar.

Ambiente de Contratação Livre chegou a 30% do consumo nacional

Por | ENERGIA SOLAR, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Graças à grande migração de consumidores do mercado cativo das distribuidoras para o mercado livre de contratação, o mercado livre de energia elétrica chegou a 30% do consumo nacional. Isso aconteceu depois de ter ficado estagnado por anos entre 25% e 28%. Essa informação foi divulgada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Em 2016, o ACL representava 23,6% do consumo brasileiro. Ao longo de 2016, a CCEE registrou 2.236 empresas que migraram para o mercado livre de energia. Em 2017, já foram 895 migrações, sendo 817 consumidores especiais e 78 consumidores livres.

No boletim mensal publicado pela CCEE, InfoMercado, nos cinco primeiros meses de 2017, o consumo de energia elétrica chegou a 63.521 MW médios no País. Esse montante é 1% maior do que o consumo no mesmo período de 2016, quando foram consumidos 62.899 MW médios.

O mercado livre, ou Ambiente de Contratação Livre (ACL), registrou um consumo de 18.083 MW médios entre janeiro e maio deste ano. Nesse período, no ano de 2016, foram consumidos 14.838 MW médios. Esses números representam um aumento de 22% no consumo, especialmente graças à migração do Ambiente de Contratação Regulada (ACR), o mercado regulado.

No ACR, em que o os consumidores são atendidos pelas distribuidoras de energia, o consumo total nos cinco primeiros meses foi de 45.437 MW médios, frente aos 48.061 MW médios do ano passado – uma retração de 5,5% no consumo.

Bandeira passa de Amarela pra Vermelha em Abril 2017

Por | MERCADO LIVRE, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Segundo Aneel, não há perspectiva de reversão do quadro no período seco

A bandeira passou de amarela em março para a vermelha 1 em abril, e o baixo nível dos reservatórios faz com que essa situação permaneça, provavelmente, até novembro desse ano. Ainda não há perspectiva de reversão da situação hídrica no período seco.

Carga de energia deve crescer 2,7% no país em 2017

Estima-se que, até 2021, carga terá crescimento médio anual de 3,6%

A Revisão Quadrimestral das Previsões de Carga para o quadriênio 2017-2021 diz que a carga deve crescer 2,7% em 2017, superando em 1.761 MW méd o previsto. A revisão também aponta para um crescimento médio anual de 3,6% ao ano da carga de energia do Sistema Interligado Nacional nesse período, correspondendo a uma expansão média anual de 2.506 MW med.

A aplicação da bandeira nesse primeiro nível vai significar para o consumidor cativo um custo adicional na fatura mensal de energia de R$ 3,00 a cada 100 kWh consumidos, ou R$ 30,00 a cada 1 MWh consumido.

Importante citar que consumidores livres não estão sujeitos à Bandeira Tarifária e que o processo do acionamento da Bandeira Vermelha, auxilia na preservação dos reservatórios hidrelétricos que hoje estão em torno dos 40% para todo Sistema Interligado Nacional.

Chuva acima da média traz drástica redução nos preços no Mercado Livre

Por | MERCADO LIVRE

Chuva dobra a Energia Natural Afluente (ENA) no Sudeste em uma semana

O mercado de energia sofreu mais uma reviravolta no final do mês de maio/17. Uma chuva acima da média para o período considerado seco, trouxe uma redução no PLD de aproximadamente R$ 480/MWh para aproximadamente R$ 120/MWh. Este queda abrupta é o sinal claro de que o modelo que precifica hoje o mercado de energia é absurdamente volátil. A chuva que ocorreu nas regiões Sul e Sudeste/Centro-Oeste é acima da média, porém ela não alterou o cenário estrutural, isto é, o país contou com um aumento de reservatórios de quase 2%, valor não muito significativo.

Por que os preços tiveram uma queda tão elevada?

O modelo que precifica o mercado dá um peso muito alto para Energia Natural Afluente vs o esperado para o mês. O fato de no período seco não se esperar chuvas em grande escala, quando as mesmas ocorrem, o preço pode despencar, ainda que a chuva que ocorreu seja menor que uma em Janeiro, por exemplo, que a expectativa é muito maior. Como o período úmido teve precipitação abaixo da média histórica, os preços estavam muito pressionados em abril e maio, o que tornou o modelo mais “sensível” a eventos anômalos.

É possível dizer que os preços seguirão neste patamar até o final do ano?
Não. O fato dos reservatórios estarem com apenas 42% de seu armazenamento, somente boas chuvas no período seco (que pelo menos atinjam 100% da Média), poderão manter os preços na ordem dos R$ 150-200/MWh. Qualquer período de 2-3 semanas sem chuvas poderá ocasionar picos nos preços.

 Carga

O mês de mai/17 terminou com carga pouco superior em relação ao mesmo mês do ano passado. Pode ser um pequeno sinal de retomada econômica, porém com o atual cenário político esta retomada é muito incerta.

Reservatórios

O mês de maio/17 apresentou chuvas acima da média em sua última semana, trazendo um aumento nos reservatórios de quase 2%. Aumento anormal para o período do ano.

O final do mês de Mai/17 apresentou chuvas muito acima da média trazendo aumento expressivo nas ENAs do SUL e Sudeste.

Energia Natural Afluente

O período seco já se iniciou e a expectativa é que estes valores recuem ao longo das semanas. Nordeste segue em situação muito crítica.

Bandeira Tarifária

O que são as bandeiras tarifárias?

As bandeiras verde, amarela e vermelha (patamar I e II) indicam se a energia custa mais ou menos, em função das condições de geração de eletricidade.
Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;

Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,020 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos;
Bandeira vermelha: condições mais custosas de geração. Patamar I: A tarifa sobre acréscimo de R$ 0,030 para cada quilowatt-hora kWh consumido. Patamar II: A tarifa sobre acréscimo de R$ 0,035 para cada quilowatt-hora kWh consumido.

Reajuste Tarifário CEMIG

No dia 22 de Maio foi divulgado o reajuste tarifário da CEMIG, apresentando uma redução média de 11%, devido à principalmente a redução na parcela TUSD Encargos, efeito da redução do orçamento da Conta de desenvolvimento Energético – CDE do ciclo 2016 apara 2017.

Perspectiva Econômica

No último Boletim Focus divulgado a perspectiva de aumento no PIB do país é de 0,41% para 2017 e 2,30% para 2018. Houve uma piora de 0,09% para 2017 e 0,20% para 2018, em relação ao mês anterior. Esta variação, pode ser resultado do cenário político do Brasil. Uma nova alteração do governo pode trazer uma perspectiva muito ruim para o setor na questão de investimento.

Importante citar que a perspectiva de crescimento econômico influencia diretamente o crescimento do consumo do país.

Curva de Preços Futuros

Ao longo do mês de Março os preços da Energia aumentaram abruptamente e ao longo de abril até meados de Maio se mantiveram no mesmo patamar.
Um período seco com chuvas acima de sua média poderão trazer melhora no cenário de preços para 2o semestre de 2017, 2018 e 2019.

Termos

  • PLD: Preço de Liquidação das Diferenças
  • ONS: Operador Nacional do Sistema
  • ANEEL: Agência Nacional de Energia Elétrica – Órgão Regulador
  • CCEE: Câmara de Comercialização de Energia Elétrica
  • CMO: Custo Marginal de Operação
  • SE/CO: Sudeste/Centro-Oeste
  • S:Sul
  • N: Norte
  • NE: Nordeste
  • CDE: Conta de Desenvolvimento Energético
  • TUSD: Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição
  • TE: Tarifa de Energia