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Bandeira Tarifaria

Brasil começa a aproveitar seu potencial de energia solar

Por | ENERGIA SOLAR

Geração de energia solar cresce e traz economia na conta de luz de residências e empresas — mas o potencial no país está longe de ser explorado.

Em Janaúba, no Norte de Minas Gerais, a agropecuária é a principal atividade econômica da cidade de 70 000 habitantes. Ali a fruticultura, a soja e a pecuária vêm sendo castigadas pela maior seca da história na região. Localizada no semiárido mineiro e sob um sol inclemente durante boa parte do ano, com temperatura média de 33 graus, Janaúba faz parte do chamado Polígono das Secas. Mas o sol forte que bate ali, antes visto apenas como um infortúnio que só agrava a falta de chuva no lugar, virou uma oportunidade aos olhos de investidores. Agora, parte das pastagens improdutivas da região é fonte de renda para os pecuaristas, que arrendam suas terras para empresas que querem gerar energia solar.

Hoje, as companhias que estão investindo em fazendas de painéis fotovoltaicos miram a redução dos gastos com a conta de luz. É o caso da combalida gigante das telecomunicações Oi, que está construindo duas fazendas solares, uma em Janaúba e outra na também mineira Capitão Enéas, em paralelo às tentativas de colocar de pé seu plano de reestruturação. Cada uma das fazendas tem capacidade de geração de 5 megawatts, energia suficiente para abastecer 10.000 residências por mês.

empreendimentos desse tipo, será injetada na rede elétrica de Minas Gerais e vai gerar créditos para ser abatidos da conta de luz de 3.000 unidades da Oi no estado, entre torres de telecomunicações e prédios corporativos. Os investimentos nas duas fazendas solares consumiram 30 milhões de reais. E o objetivo é construir outras 15 usinas do gênero no país até 2021. Nessa toada, a Oi espera economizar 30% dos custos habituais com energia. Hoje, os gastos por ano alcançam cerca de 750 milhões de reais. “Mesmo que o momento seja crítico para a companhia, é preciso olhar para o futuro”, diz Marco Vilela, diretor de patrimônio e logística da Oi.

O avanço do mercado livre de energia

Por | MERCADO LIVRE, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

O Mercado Livre de Energia se consolida no mundo como uma forma potencial de economia, meio seguro e confiável de adquirir energia sustentável por um valor negociável. forte aumento das tarifas de energia das distribuidoras nestes últimos anos, fruto do realismo tarifário, fez ressurgir o movimento de migração de consumidores industriais e comerciais para o mercado livre, segundo comercializadores de energia movidas pelo valor tarifário. O custo de energia no mercado livre esta hoje entre 12% e 22% mais baixo que no ambiente cativo, das distribuidoras de energia dependendo da região, de acordo com pesquisas das consultorias energéticas. Hoje, há em media 1.929 empresas no Brasil que já aderiram a esta modalidade. As empresas que assinaram contratos para mudar os custos e modo de vida, representaram uma mudança visível de 45% do consumo de energia, é sem dúvidas uma migração recorde para o mercado de energia.

Nos próximos 6 meses, o governo aposta que mais de 378 empresas devem aderir ao mercado livre de energia no Brasil, o que faz com que grandes consumidores como fabrica, mercados e shopping, terão como vantagem comprar energia diretamente dos geradores ou comercializadores, através de contratos bilaterais com condições livremente negociadas, como preço, prazo, volume, e ainda escolhe o fornecedor de luz e acerta o preço que quer pagar.

A Bandeira Tarifária Divulgada pela ANEEL para o mês de Janeiro/18 é Verde.

Por | MERCADO LIVRE, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

2018 promete ser um ano de reajustes tarifários altos

Mesmo com as chuvas retornando no início do período úmido, os reajustes tarifários das distribuidoras deve ser acima dos 10% em 2018, sobretudo das distribuidoras que reajustam até agosto/18. Isto porque 2017 foi um ano bastante seco, e as distribuidoras, desde que começaram a carregar o risco hidrológico das usinas (resultado da Lei no 12.783), ficam expostas à momentos de baixa afluência, necessitando repor seus contratos ao preço de curto prazo.

Comentários GOVERDE ENERGIA

No final do ano de 2017, o reajustes das distribuidoras CPFL Piratininga, Bandeirante e Amazonas Energia excederam os 15%, já resultado deste endividamento das distribuidoras ao longo de 2017. Os consumidores das distribuidoras CPFL Paulista, Enel Rio, Eletropaulo, Cemig, entre outras, podem esperar a mesma ordem de aumento de custo.

 

Brasil pode mais que dobrar capacidade em usinas solares em 2018

Por | ENERGIA SOLAR

O Brasil pode mais do que dobrar a capacidade instalada em grandes usinas de geração de energia solar neste ano, apontou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em relatório nesta terça-feira. O órgão regulador estima que até 1 gigawatt em novas centrais fotovoltaicas podem ser concluídas neste ano, mais do que os 935 megawatts em projetos de grande porte já em operação no país atualmente. Os números mostram o enorme potencial de avanço da energia solar no Brasil. O país, que sempre apostou suas fichas em grandes hidrelétricas, começou a realizar licitações públicas para viabilizar projetos solares

Apenas em 2014– e a fonte ainda representa menos de 1 por cento de sua capacidade instalada de geração. Segundo o relatório da Aneel, assinado pela área de fiscalização da agência, cerca de 781 megawatts dos empreendimentos solares previstos para 2018 têm alta probabilidade de serem concluídos no prazo.

Outros 231 megawatts previstos são apontados como com “viabilidade média” para implementação nesse horizonte. De acordo com o documento, as usinas com alta viabilidade são as que já possuem todas licenças ambientais e obras em andamento, enquanto as de média viabilidade ainda não iniciaram a construção ou não concluíram o licenciamento. A Reuters publicou no início de janeiro que o Brasil fechou 2017 com pouco mais de 1 gigawatt em usinas solares, dos quais 935 megawatts em projetos de grande porte e cerca de 164 megawatts em geração distribuída– geralmente placas fotovoltaicas instaladas em telhados de indústrias, residências ou comércios.

O relatório da Aneel divulgado nesta terça-feira aponta ainda 100 megawatts em projetos de usinas solares vistos como problemáticos, com “baixa viabilidade”.
Segundo o documento, já há processos em andamento na Aneel para revogação da autorização desses empreendimentos. O baixo volume de projetos com problemas para sair do papel vem após um leilão inédito em agosto passado oferecer a investidores a oportunidade de pagar prêmios em troca de desistir sem multas de seus empreendimentos. Na ocasião, nove usinas fotovoltaicas tiveram os contratos cancelado

Vantagens de ter energia solar Fotovoltaica

Por | ENERGIA SOLAR

A energia solar vem conquistando os consumidores e se expandindo no Brasil. Só em 2017 o setor cresceu 300% e tem perspectivas maiores para os próximos anos.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, o país possui 12.520 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, que trazem economia e engajamento ambiental a 13.897 unidades consumidoras, somando mais de R$ 850 milhões em investimentos acumulados desde 2012. Mas esses números estão crescendo cada vez mais, até o final de 2018, por exemplo, a perspectiva é que haja mais de 25.000 sistemas fotovoltaicos homologados gerando energia. Há também as grandes usinas de energia solar que entraram em funcionamento este ano e as que estão em construção.

As vantagens do uso da energia solar para a sociedade e o meio ambiente são muito significativas. A conta de luz é, na maioria das vezes, uma preocupação para grande parte dos brasileiros. Isso por causa dos reajustes, muitas vezes imprevisíveis, e das bandeiras tarifárias, a migração para a Energia eficiente auxilia na redução das tarifas com relação a utilização das termelétricas. O proprietário que tinha um consumo médio de 630 Kwh/mês e um custo mensal de mais ou menos R$350,00, em apenas seis meses de uso, desembolsa apenas o valor referente a tarifa mínima obrigatória da concessionária. A migração é coberta de vantagens primeiro pelo baixo custo e segundo por serem energias limpas, que não geram nenhum tipo de poluição. Pode-se afirmar que a energia solar fotovoltaica é capaz de melhorar a qualidade de vida das pessoas, já que evita o envio de toneladas de poluentes na atmosfera e além disso, é uma fonte uma fonte promissora de empregos e economia.

Aneel vê necessidade de reestruturar sistema de bandeiras

Por | NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Em decorrência de um quadro de chuvas fracas e de uma baixa dos reservatórios, o governo estuda uma reavaliação da metodologia das bandeiras tarifárias. Esse cenário implica na revisão dos processos atuais, ocasionando aumentos nas contas dos consumidores finais.

Romeu Rufino, diretor-geral da Aneel, deve abrir audiência pública para reavaliar as bandeiras tarifárias. A metodologia atual considera em seu cálculo apenas o valor do Custo Marginal de Operação (CMO) do mês seguinte. Alguns analistas consideram esse método volátil demais e defendem que também se leve em conta o nível de armazenamento dos reservatórios e, com isso, a condição de atendimento da carga.

Rufino afirma que essa revisão poderia evitar situações em que se aplique uma bandeira verde com uma hidrologia desfavorável. A nova metodologia deve entrar em vigor no ano que vem.

A Aneel afirma que a receita proveniente das cobranças com as bandeiras tarifárias será suficiente para cobrir gastos gerados pelo risco hidrológico e pela geração termoelétrica. Essas duas contas devem influenciar os reajustes tarifários do próximo ano.

Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a arrecadação, graças às bandeiras, entre janeiro e agosto, foi de R$ 1,78 bilhão, o que não deve alcançar o custo com o risco hidrológico.

Alguns cálculos apontam que o montante obtido com as cobranças extras somaria R$ 7,5 bilhões caso a bandeira vermelha patamar 2 tivesse sido acionada entre agosto e dezembro. Mas, em agosto, a bandeira foi vermelha no patamar 1 e, em setembro, foi amarela.

Nos primeiros oito meses de 2017, segundo dados da Aneel, o risco hidrológico implicou em custo adicional de R$ 7,6 bilhões. Além disso, há uma tendência de crescimento expressivo do custo, tendo em vista a piora do cenário hídrico e a elevação dos preços da energia no curto prazo. Quando os custos de energia não são cobertos pelas tarifas, as distribuidoras arcam com os valores e, no momento do reajuste, o saldo dessa conta entra no cálculo da tarifa.
Existe uma tendência de alta nos preços das tarifas para 2018. Somente a carioca Light mostrou balanço desfavorável de R$ 455,9 milhões. Se ocorresse reajuste em setembro, o passivo, descontados os valores já adiantados na tarifa (de R$ 389,59 milhões até agora), teria um impacto nas tarifas de 1,84%. O mesmo implicaria em um impacto de 2,75% para Eletropaulo, de São Paulo, e de 1,88% para a Cemig, de Minas.

Energias renováveis e eficiência energética são metas para o Brasil

Por | EFICIENCIA ENERGETICA

Em meio a danos ambientais cada vez mais aparentes no mundo, especialistas defendem o uso de energias renováveis para diminuir impactos como a emissão de gases de efeito estufa e o aquecimento global. Um dos meios para isso é a substituição do petróleo como elemento principal da matriz energética global por formas de maior eficiência, como solar e eólica. Segundo o diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Carlos Alexandre Pires, essa é uma das principais linhas de investimento do governo federal em geração de energia.

O Brasil tem pouco mais de 40% de sua energia gerada por fontes renováveis. Em relação à geração de eletricidade, as hidrelétricas são as principais forças, responsáveis por quase 65% da produção. No entanto, a matriz ainda pouco diversificada não garante segurança energética, resultando muitas vezes em problemas de abastecimento, como a crise enfrentada pelo Brasil em 2015.

O país ainda caminha lentamente para disseminação de fontes alternativas de energia, ao contrário de países da Europa como a Alemanha, onde a necessidade de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e o pouco potencial para gerar algumas energias renováveis levaram ao desenvolvimento de uma matriz renovável, como a fotovoltaica (solar) ou a eólica. Segundo Carlos Alexandre, essas são o futuro da geração de energia no mundo, e o Brasil também caminha para expandi- las. “É aquela velha história de não colocar todos os ovos em uma mesma cesta. Em termos de administração e de operação de uma rede tão complexa como é a de energia, você precisater várias fontes ofertando em diversos momentos do dia e se complementando, quando necessário”, afirma.

A lógica da complementariedade seria parecida com a que já funciona hoje no sistema integrado: nos períodos de seca, em que as hidrelétricas operam com menos capacidade, a geração de eletricidade acaba sendo suplementada pelas termelétricas. A intenção é que cada vez mais as formas de energia renovável ganhem espaço.

Dados do Boletim de Capacidade Instalada de Geração Elétrica – Brasil e Mundo 2016, do Ministério de Minas e Energia, ainda não demonstram esse movimento. Embora 90% do total dos 9,5 GW de potência instalada tenham sido de fontes renováveis, as fontes hidráulica e de biomassa permanecem liderando essa expansão.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiap), Mário Menel, embora o setor tenha um planejamento indicativo, é difícil controlar essa expansão, já que em um leilão prevalece a fonte que oferece o menor custo. Ele explica que a matriz elétrica brasileira comporta todas as fontes e tem bastante variedade, mas fatores como o baixo custo e facilidade de estocagem ainda favorecem as hidrelétricas.

“A melhor forma que nós temos de armazenar energia é nos reservatórios das hidrelétricas. Se eu tenho um vento favorável e estou gerando muita energia eólica, eu economizo água, então aumento o volume do reservatório e estoco energia, praticamente dentro do meu reservatório. Enquanto parou o vento, eu libero essa água para produzir energia elétrica”, diz Menel.

Esse cenário, no entanto, também vem sofrendo mudanças devido a outros fatores como a questão ambiental, que limita cada vez mais a construção das hidrelétricas e também a seca severa que algumas regiões vêm sofrendo. “O Nordeste, por exemplo, que sofre com falta de água nos últimos dois, três anos, só não teve um racionamento na região graças à [energia] eólica que está fornecendo hoje cerca de 30% da necessidade da região.”

Para o Ministério de Minas e Energia, os principais desafios com a entrada dessas fontes são econômicos e operacionais. Carlos Alexandre explica que a questão das intermitências de fortes como a eólica, que não é gerada quando falta vento, e da solar, que também fica parada durante a noite, impactam diretamente no preço da energia elétrica ofertada. “Nosso Operador Nacional de Sistema precisa, a cada instante, balancear o quanto é demandado de energia e o quanto é despachado.”

Abraceel aponta economia de R$ 70 bi gerada pelo Mercado Livre de energia

Por | MERCADO LIVRE, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Segundo a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), as empresas que fizeram a transição para o Ambiente de Contratação Livre (o Mercado Livre) economizaram um total de R$ 70 bilhões, em 13 anos, em relação ao que teriam gasto no Ambiente de Contratação Regulado.

A entidade apoia a ampliação do Mercado Livre e, para incentivar a abertura, enviou cartas aos presidentes de confederações da indústria de todo o País para solicitar apoio explícito ao processo de reforma do setor elétrico, que tende a aumentar a abertura do Mercado Livre. Segundo o presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros, “É essencial que as medidas interligadas para o destravamento do mercado e modernização do setor elétrico não sejam segregadas (…) A análise e as adequações a serem realizadas devem ser feitas de forma conjunta e com o estabelecimento de datas concatenadas para a implementação das medidas”.

Os pontos centrais da transição, segundo a própria Abraceel, estão no incentivos à eficiência nas decisões empresariais, à segurança de suprimento e à sustentabilidade socioambiental.

O avanço do sistema solar no Brasil

Por | ENERGIA SOLAR, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

O Brasil tem se consolidado nos últimos anos como uma das principais potências em energia solar na América Latina, a energia solar distribuída já é uma realidade cativa no pais de maior custo tarifário de energia, e deve apresentar um alto crescimento nos próximos anos, devido à irradiação solar do país e dos incentivos econômicos para usuários adotarem essa solução. Para avaliar o futuro do desenvolvimento e penetração da geração distribuída de energia solar, o BCG criou três cenários de crescimento, considerando possíveis combinações de regulamentações e políticas de apoio ao mercado.

Incentivos fiscais são cruciais para o futuro da energia solar distribuída no país. De acordo com as análises do BCG, esses estímulos são equivalentes a um desconto de 20% no custo nivelado de eletricidade a partir de fonte solar. Com isso é esperado um crescimento anual médio de 40% a 50% de geração solar distribuída, resultando em uma penetração significativa em uma década e na consolidação de um “ecossistema solar” no Brasil. Desde que a Aneel revisou as regras do sistema de compensação de energia elétrica em 2015, em grande parte do Brasil as fontes de energia alternativa passaram a ter custo inferior, ou igual ao preço de compra diretamente de uma concessionária de energia elétrica. Com isso, as instalações de energia solar saíram de 1.150 para quase 10.000 até abril de 2017.Com a promessa para clientes residenciais desfrutarem da energia solar e da redução de riscos de investimento inicial, surgem novas empresas e modelos de negócios no Brasil. Ao todo, o Portal Solar já recebeu mais de 30 mil pedidos de orçamento.

Hoje as pessoas que instalam um sistema de energia solar em suas casas ou empresas podem, através da regulamentação da ANEEL, trocar créditos de energia com a distribuidora estadual, o que possibilita redução de até 95% na conta de luz. No futuro, o MME estabelecerá um sistema onde os proprietários poderão vender o excesso da produção para o sistema nacional.

 

Mercado livre de energia atinge recorde

Por | ENERGIA SOLAR

O mercado livre de energia teve um crescimento recorde em 2017, mais de 2.303 empresas aderiram ao mercado livre de energia. A retomada da indústria e a grande migração de empresas foram um dos principais fatores a fazer o Ambiente de Comercialização Livre atingir o recorde histórico de 30% do total do consumo do Sistema. O número é 25 vezes maior que o registrado em 2015, quando 93 empresas foram credenciadas

pelo órgão. Segundo dados da CCEE, a principal motivação das empresas para aderirem ao mercado livre é a redução dos gastos com energia. Com a adesão ao mercado livre as empresas deixam de ser clientes das distribuidoras, como as residências e o comércio, e passam a comprar energia diretamente dos geradores. Muitos desses grandes consumidores optam por contratos mais longos, o que evita que eles fiquem expostos a variações no preço da energia.

Atualmente, o mercado livre representa 27% de todo o consumo de energia do país. Para o presidente do Conselho de Administração da CCEE, Rui Altieri, o aumento da tarifa de energia no mercado regulado (atendido pelas distribuidoras), a simplificação da medição e a melhora do nível de chuvas, que ajudou na queda do preço da energia no mercado livre, influenciaram a migração.

Altieri acredita que 2018 ainda terá um grande movimento de migração, já que a CCEE ainda tem 1.121 processos de adesão abertos, 1.044 de consumidores especiais e 77 de consumidores livres.