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A Bandeira Tarifária Divulgada pela ANEEL para o mês de Janeiro/18 é Verde.

Por | MERCADO LIVRE, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

2018 promete ser um ano de reajustes tarifários altos

Mesmo com as chuvas retornando no início do período úmido, os reajustes tarifários das distribuidoras deve ser acima dos 10% em 2018, sobretudo das distribuidoras que reajustam até agosto/18. Isto porque 2017 foi um ano bastante seco, e as distribuidoras, desde que começaram a carregar o risco hidrológico das usinas (resultado da Lei no 12.783), ficam expostas à momentos de baixa afluência, necessitando repor seus contratos ao preço de curto prazo.

Comentários GOVERDE ENERGIA

No final do ano de 2017, o reajustes das distribuidoras CPFL Piratininga, Bandeirante e Amazonas Energia excederam os 15%, já resultado deste endividamento das distribuidoras ao longo de 2017. Os consumidores das distribuidoras CPFL Paulista, Enel Rio, Eletropaulo, Cemig, entre outras, podem esperar a mesma ordem de aumento de custo.

 

Aneel vê necessidade de reestruturar sistema de bandeiras

Por | NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Em decorrência de um quadro de chuvas fracas e de uma baixa dos reservatórios, o governo estuda uma reavaliação da metodologia das bandeiras tarifárias. Esse cenário implica na revisão dos processos atuais, ocasionando aumentos nas contas dos consumidores finais.

Romeu Rufino, diretor-geral da Aneel, deve abrir audiência pública para reavaliar as bandeiras tarifárias. A metodologia atual considera em seu cálculo apenas o valor do Custo Marginal de Operação (CMO) do mês seguinte. Alguns analistas consideram esse método volátil demais e defendem que também se leve em conta o nível de armazenamento dos reservatórios e, com isso, a condição de atendimento da carga.

Rufino afirma que essa revisão poderia evitar situações em que se aplique uma bandeira verde com uma hidrologia desfavorável. A nova metodologia deve entrar em vigor no ano que vem.

A Aneel afirma que a receita proveniente das cobranças com as bandeiras tarifárias será suficiente para cobrir gastos gerados pelo risco hidrológico e pela geração termoelétrica. Essas duas contas devem influenciar os reajustes tarifários do próximo ano.

Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a arrecadação, graças às bandeiras, entre janeiro e agosto, foi de R$ 1,78 bilhão, o que não deve alcançar o custo com o risco hidrológico.

Alguns cálculos apontam que o montante obtido com as cobranças extras somaria R$ 7,5 bilhões caso a bandeira vermelha patamar 2 tivesse sido acionada entre agosto e dezembro. Mas, em agosto, a bandeira foi vermelha no patamar 1 e, em setembro, foi amarela.

Nos primeiros oito meses de 2017, segundo dados da Aneel, o risco hidrológico implicou em custo adicional de R$ 7,6 bilhões. Além disso, há uma tendência de crescimento expressivo do custo, tendo em vista a piora do cenário hídrico e a elevação dos preços da energia no curto prazo. Quando os custos de energia não são cobertos pelas tarifas, as distribuidoras arcam com os valores e, no momento do reajuste, o saldo dessa conta entra no cálculo da tarifa.
Existe uma tendência de alta nos preços das tarifas para 2018. Somente a carioca Light mostrou balanço desfavorável de R$ 455,9 milhões. Se ocorresse reajuste em setembro, o passivo, descontados os valores já adiantados na tarifa (de R$ 389,59 milhões até agora), teria um impacto nas tarifas de 1,84%. O mesmo implicaria em um impacto de 2,75% para Eletropaulo, de São Paulo, e de 1,88% para a Cemig, de Minas.

Projetos visam ampliar o acesso ao Mercado Livre de Energia por todo o Brasil

Por | MERCADO LIVRE

Governo e Senado na Câmara dos Deputados, desenvolvem dois projetos de lei que visam ampliar o acesso ao Mercado Livre de Energia para consumidores residenciais. O principal objetivo desses projetos é abrir a possibilidade de contratar o serviço da concessionária para os consumidores residenciais da mesma forma que as pessoas escolhem suas operadoras de telefonia celular. As estimativas são de que, com o Mercado Livre, isso seria possível diminuir os custos com energia elétrica em 20% nas contas de luz.

No Senado, o projeto 232, de autoria do senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB), está na Comissão de Assuntos Econômicos desde julho. Câmara dos Deputados, o PL 1.917, de 2015, já foi aprovado na Comissão de Defesa do Consumidor, e a matéria vem sendo analisada nas comissões de Minas e Energia, de Finanças e Tributação, Constituição e Justiça e de Cidadania. O projeto é de autoria dos deputados Marcelo Squassoni (PRB/SP), Antônio Carlos Mendes Thame (PV/SP), Rodrigo de Castro (PSDB/MG), Augusto Carvalho (SD/DF), Odorico Monteiro (PROS/CE) e Pedro Vilela (PSDB/AL).

Ambos os projetos visam assegurar a portabilidade da conta de luz, e a proposta é endossada pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), que lançou a campanha “Quero energia livre”, que também conta com um abaixo-assinado para pressionar os parlamentares. Segundo o presidente-executivo da Abraceel, Reginaldo Medeiros, o Mercado Livre existe no Brasil há 12 anos para os consumidores com contas acima de R$ 80 mil mensais. Hoje há cerca de 10 mil empresas nessa faixa de consumo no País.

A intenção, segundo Medeiros, é implantar o mercado livre no segmento residencial, possibilitando que qualquer consumidor brasileiro possa escolher qual distribuidora vai querer em sua casa. Com o aumento da concorrência, há uma tendência de diminuir o preço para o consumidor final. “Se ele escolhe determinado fornecedor, os R$ 20 que ele pagava à Cemig, por exemplo, vão ser repassados à companhia pelo novo fornecedor, ou seja, a Cemig continua recebendo. Porém, o valor de R$ 80 será negociado entre o cliente e a empresa escolhida”, comenta.

Com essa abertura, o processo de assistência técnica relativo ao fornecimento de energia elétrica continuaria sendo da estatal de cada Estado. “Assim, se houver um vendaval em Minas e a luz acabar, caberá à Cemig, por exemplo, restabelecê-la, independentemente de o consumidor ser, ou não, seu cliente. O atendimento técnico continua sendo da Cemig, mas o comercial é da empresa que a pessoa escolheu. Assim, a energia é a mesma para todos, o que vai mudar é preço, além da qualidade do atendimento”, esclarece.

É importante ressaltar que as concessionárias seguem tendo responsabilidades. Por exemplo, em caso de existirem problemas climáticos, como ocorreu em 2015, e forçou o aumento da conta de luz dos brasileiros, o contrato entre o consumidor e o fornecedor escolhido e as negociações garantem vantagens aos compradores. “Se você compra a energia a R$ 100 e o País explode com a falta de energia, esse fornecedor pode lhe oferecer benefícios para que você reduza sua conta, como, por exemplo, pagar R$ 60, ao reduzir o consumo. E ele vende o excedente a outros”, exemplifica.

O que são as bandeiras tarifárias?

Por | NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

As bandeiras verde, amarela e vermelha (patamar I e II) indicam se a energia custa mais ou menos, em função das condições de geração de eletricidade.

Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;

Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,020 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos.
Bandeira vermelha: condições mais custosas de geração. Patamar I: A tarifa sobre acréscimo de R$ 0,030 para cada quilowatt-hora kWh consumido. Patamar II: A tarifa sobre acréscimo de R$ 0,035 para cada quilowatt-hora kWh consumido.

A Bandeira Tarifária Divulgada pela ANEEL para o mês de Setembro/17 é Amarela.

Previsão de Bandeira Amarela sobe valor de Energia Eletrica

Por | MERCADO LIVRE, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Bandeira Amarela foi acionada em cima da previsão inicial de afluências do mês de Setembro, não consolidadas

 

Ao longo do mês de setembro, um sistema de alta pressão meteorológico se instalou em quase todo Brasil, afastando a precipitação. Desta forma, a falta de chuvas fez com que os reservatórios entrassem em “queda livre” e em meados de setembro, já estamos com menos de 30% de reserva.

Este cenário é de quase 13% a menos do que o mesmo período no ano anterior, que terminou dezembro com quase 30%.
Para este ano a previsão é de que o armazenamento esteja abaixo dos 20% em dezembro, trazendo grande pressão para o período úmido.

A figura abaixo mostra a relação ano a ano dos reservatórios para os anos de 2001 e de 2010-2017. É possível notar que atualmente o único ano que possui níveis abaixo do de 2017 é o de 2001, ano em que houve racionamento de energia

Brasil estuda inserir renováveis enquanto aposta em hidrelétricas alto sustentáveis

Por | ENERGIA SOLAR, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Reservatórios e usinas reversíveis seriam importantes para compensar a incerteza que a variação do vento e do sol causa sobre a produção das renováveis

São Paulo – O Brasil vai estudar os limites técnicos e custos para a inserção de fontes renováveis em sua matriz energética, como usinas eólicas e solares, mas a política do país deverá manter o foco nas hidrelétricas, até mesmo como forma de apoiar a geração intermitente dessas novas fontes, disse à Reuters o presidente da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso.

“A nossa ‘renovável-chefe’ é a hidreletricidade. A presença das ‘novas renováveis’ –pequenas hidrelétricas, eólica e solar– é uma realidade e o planejamento tem atuado e continuará atuando para facilitar sua penetração de forma sustentável… hidrelétricas e outras fontes renováveis de energia são complementares”, disse. Ele adiantou que a EPE pretende avaliar ainda neste ano os limites e formas mais eficientes de viabilizar a expansão dessas fontes.“Este estudo, que gostaríamos de desenvolver em 2017,determinaria quanto o sistema pode acomodar de renováveis e responderia qual é o custo incremental de acomodar um limite maior de penetração”, comentou.Ele admitiu, no entanto, que é difícil viabilizar de imediato investimentos em novas usinas em um momento em que a desaceleração da economia devido à crise financeira do Brasil gerou uma sobra estrutural de energia.
Um leilão que contrataria projetos eólicos e solares no final de dezembro passado acabou cancelado pelo governo devido a essa sobra estrutural. “Em função da perspectiva do crescimento econômico, a necessidade de nova energia nos leilões… será um desafio para a contratação de qualquer fonte no país em um horizonte de mais curto prazo”, disse Barroso, para quem a demanda menor afeta também projetos voltados ao mercado livre de energia. Ele destacou que, enquanto isso, a energia solar pode se expandir com projetos de geração distribuída, como placas fotovoltaicas em telhados de residências ou comércios. Para Barroso, essa forma de geração já é econômica e “de visível interesse da sociedade”.

Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), existiam em novembro passado 6,6 mil projetos de geração distribuída, o que representa crescimento de mais de 260 por cento desde o final de 2015. O presidente da EPE disse ainda que há um grupo de trabalho do governo dedicado a rever o elevado nível de subsídios presente atualmente na conta de energia, mas destacou que isso não deverá atrapalhar o crescimento da energia renovável.“Tudo será conduzido com bastante comunicação com o mercado. Em minha opinião, as renováveis podem sim ser introduzidas de maneira competitiva e sem subsídios no Brasil.”

Hidrelétricas no alvo

Enquanto estuda formas de fomentar as “novas renováveis”, o Brasil irá discutir impactos socioambientais das hidrelétricas e buscar soluções para viabilizar novos empreendimentos da fonte.“Em outras palavras, queremos construir os empreendimentos certos e de maneira correta”, disse Barroso.Ele adiantou que a EPE desenvolve atualmente estudos de inventário e de viabilidade técnica e ambiental de algumas usinas hídricas, como Castanheira, com cerca de 140 megawatts, e Bem Querer, que teria cerca de 700 megawatts.“Importante ressaltar que outros agentes setoriais também desenvolvem estudos de inventário e de viabilidade. Além disso, a EPE está iniciando estudos visando identificar potencial e projetos de usinas de regularização (com reservatórios). Também iniciamos alguns estudos voltados para usinas reversíveis”, disse Barroso.De acordo com ele, essas ações correrão em paralelo com um debate sobre a possibilidade de novas hidrelétricas na Amazônia.“Os resultados dessas ações determinarão a possibilidade de encaminhamento de projetos para leilão nos próximos dois anos”, apontou Barroso.

Matriz hídrica limpa

A EPE destacou ainda que as hidrelétricas brasileiras podem ser um aliado de peso para a redução de emissões de gases do efeito estufa (GEE), o que vai contra acusações de grupos ambientalistas, que chegaram a acusar essas usinas de serem mais poluentes que algumas termelétricas. “Um recente estudo de pesquisa desenvolvido com apoio de várias universidades… revelou, ao contrário do que se pensava, que as usinas no Brasil emitem muito menos… das 11 usinas avaliadas no projeto, o maior valor de emissão foi de cerca de um 1/5 de uma usina a gás natural ou 1/10 de uma usina a carvão”, disse Barroso.
Ele apontou que a única exceção é a hidrelétrica de Balbina, no Amazonas, que foi construída durante a ditadura militar no Brasil e ficou famosa como um caso de grande impacto ambiental. A usina emite gases porque a vegetação nativa não foi retirada antes do enchimento do lago. “Neste caso a emissão foi praticamente duas vezes superior a uma usina a carvão”, comentou o chefe da EPE. Para ele, a matriz brasileira, contando as usinas hídricas, tem uma presença de renováveis comparável ao que muitos outros países buscam alcançar “em algumas décadas”.