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Estudo da Dupont descreve os defeitos em modulos solares

Por | ENERGIA SOLAR, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Estudos de campo fotovoltaicos amplos e de longa duração realizados pela DuPont no exame de defeitos solares renderam conhecimento valioso das áreas onde os modulo solares podem falhar e dos defeitos mais comuns encontrados.

Essa acumulação de conhecimento possibilita o desenvolvimento de técnicas mais rigorosas de mitigação de riscos e auxilia, educa e informa os compradores de sistemas de energia solar a fazerem avaliações de materiais.

Para este estudo, os defeitos dos módulos foram identificados através de inspeção visual combinada com o uso de uma câmera térmica. Um módulo fotovoltaico com defeito pode não ter um problema de segurança ou perda de energia, mas pode ser diferente de um módulo perfeito. Em muitos casos, os defeitos não eram uniformes em todos os módulos em uma instalação específica.

Uma área que foi examinada no estudo envolveu o uso de materiais de backsheet alternativos que não possuíam testes de desempenho detalhados a longo prazo. Esta falta de dados de desempenho resultou em falhas de campo. O estudo destacou o papel crítico que os backsheets desempenham no desempenho de módulos solares. Devido à pouca padronização entre filmes de poli (tereftalato de etileno), desempenho inconsistente em campo e uma alta taxa de falhas precoce em campo, como amarelecimento e fissuração, foram encontradas. As folhas traseiras rachadas e danificadas podem causar falhas de isolamento elétrico, colocando perigo para a segurança e colocando seus módulos em risco.

Com base em décadas de experiência na pesquisa, fabricação e teste de materiais solares, a DuPont oferece melhores práticas para o projeto da matriz solar, seleção de componentes e manutenção a longo prazo. A DuPont disponibilizou estes recursos como um recurso gratuito para informação aos EPCs, instaladores e fornecedores de soluções de energia solar.

Bandeira passa de Amarela pra Vermelha em Abril 2017

Por | MERCADO LIVRE, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Segundo Aneel, não há perspectiva de reversão do quadro no período seco

A bandeira passou de amarela em março para a vermelha 1 em abril, e o baixo nível dos reservatórios faz com que essa situação permaneça, provavelmente, até novembro desse ano. Ainda não há perspectiva de reversão da situação hídrica no período seco.

Carga de energia deve crescer 2,7% no país em 2017

Estima-se que, até 2021, carga terá crescimento médio anual de 3,6%

A Revisão Quadrimestral das Previsões de Carga para o quadriênio 2017-2021 diz que a carga deve crescer 2,7% em 2017, superando em 1.761 MW méd o previsto. A revisão também aponta para um crescimento médio anual de 3,6% ao ano da carga de energia do Sistema Interligado Nacional nesse período, correspondendo a uma expansão média anual de 2.506 MW med.

A aplicação da bandeira nesse primeiro nível vai significar para o consumidor cativo um custo adicional na fatura mensal de energia de R$ 3,00 a cada 100 kWh consumidos, ou R$ 30,00 a cada 1 MWh consumido.

Importante citar que consumidores livres não estão sujeitos à Bandeira Tarifária e que o processo do acionamento da Bandeira Vermelha, auxilia na preservação dos reservatórios hidrelétricos que hoje estão em torno dos 40% para todo Sistema Interligado Nacional.

Estudo da CCEE aponta escassez de lastro de energia incentivada no mercado livre

Por | MERCADO LIVRE, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

 

Ainda neste mês a GoVerde Energia soltou comunicado sobre um possível Medida Provisória do governo federal que alteraria drasticamente a forma de funcionamento do Setor Elétrico. A alteração mais importante desta proposta seria o fim da limitação que existe entre consumidores livres e especiais e aumentaria a viabilidade de entrada de novos consumidores no Mercado Livre, uma vez que consumidores com demanda acima dos 500 kW também poderiam comprar energia Convencional.

Ao longo de 2016, o mercado de energia elétrica registrou uma migração recorde de consumidores do mercado cativo, que é atendido diretamente pelas distribuidoras, para o mercado livre. O estudo realizado pela CCEE mostra que há uma escassez de lastro de energia incentivada para comercialização em 2017.

Em decorrência do grande número de cargas novas, os contratos do mercado livre passaram a comprometer cada vez mais o lastro de energia incentivada existente. Ao final de 2016, havia uma sobra pequena de 140 MW médios para 2017. Desta forma, logo nos primeiros meses a demanda por este tipo de energia superou a disponibilidade de lastro, o que é suprida apenas a partir de maio com a expansão da oferta.

Uma solução de curto prazo para este tema viria somente com a liberação de contratos incentivados já firmados. Mais uma vez fica claro como a Medida Provisória proposta pelo governo possui uma importância enorme para o prosseguimento no curto prazo do Mercado Livre.

FONTE: ANEEL, CCEE, CANAL ENERGIA.

Ministério de Minas e Energia divulga nota técnica com proposta de reformulação para o mercado de energia

Por | MERCADO LIVRE

Medidas impactam principalmente renováveis e consumidores cativosNo começo do mês de julho o governo liberou a nota técnica da consulta pública no33. De fato, o setor elétrico necessitava de uma reformulação urgente, não somente pelas adaptações a um modelo que contém Geração Distribuída e utilização de novas renováveis em grande escala na matriz, mas também pela herança de 2013 repleta de ações judiciais e liminares de diversos segmentos do setor, todos insatisfeitos.

Um pouco de história:

Em 2013, logo em seguida do anúncio da redução de 20% nas contas de luz de todos os brasileiros, as chuvas cessaram trazendo uma grave crise hídrica em nossa Matriz. Os geradores hídricos, despachados centralizadamente pelo Operador do sistema, não podiam gerar energia pois tinham que “guardar” água para o mantimento do sistema, ao mesmo tempo que já tinham sua energia vendida. Ou seja, basicamente estes geradores, que não tinham autonomia em sua geração, ficaram expostos ao longo de 2013 e 2014 a preços exorbitantes de curto prazo. Isto culminou em uma série de liminares e um passivo bilionário que se estende até hoje na liquidação financeira (vide créditos que não são depositados aos credores da contabilização).

Por outro lado, é importante ressaltar que nesta redução, o sinal de preço dado às tarifas foi exatamente o oposto do que deveria ter sido: queda em um momento que o sinal, até pela falta de chuvas, era de alta. Portanto, além das geradoras, as distribuidoras também ficaram extremamente endividadas, gerando empréstimos bilionários que estão sendo pagos por consumidores cativos até hoje. Isto trouxe um “falso” estímulo à migração ao Mercado Livre, segundo o Ministério.

Outro fator que favorecerá aos consumidores sobretudo incentivados do mercado livre é que em 2013 também não foram remuneradas transmissoras, e um valor de quase 27 bilhões entram nas tarifas de fio a partir de julho 2017, gerando uma supervalorização do fio. Ou seja, o agente que possui o desconto de 50%, que antes valia algo em torno dos R$ 30,00/MWh, passa a valer R$ 60,00/MWh. As usinas incentivadas estão recebendo subsídios desproporcionais, e este subsídio é pago por todos consumidores via Encargo na Conta de Desenvolvimento Energético – CDE.

Este cenário tratado resumidamente, mostra o desbalanço causado por medidas inconsequentes, mal planejamento da Matriz Elétrica e regras não condizentes com o perfil elétrico atual da Matriz.
Portanto uma reforma é necessária.

A consulta possui as seguintes diretrizes:

DIRETRIZES

  • Incentivo à eficiência nas decisões empresariais de agentes individuais como vetor de modicidade tarifária, segurança de suprimento e sustentabilidade socioambiental
  • Sinalização econômica como vetor de alinhamento entre interesses individuais e sistêmicos
  • Alocação adequada de riscos para permitir sua gestão individual com responsabilidades bem definidas
  • Remoção de barreiras para participação de agentes no mercado
  • Respeito aos contratos vigentes e observância dos requisitos formais e dos papeis de cada instituição

Baseados nessas diretrizes, seguem os principais itens dessa consulta:

1) REDUÇÃO DOS LIMITES PARA ACESSO AO MERCADO LIVRE

A proposta é que gradativamente o limite de 500 kW seja reduzido até 75 kW de demanda contratada e que acabe com o a diferença entre especiais e convencionais. No entanto, para 1o de janeiro de 2018, o governo quer que novos entrantes do Mercado Livre com demanda abaixo de 1.000 kW entrem obrigatoriamente embaixo de uma comercializadora varejista além de ser extinguida a migração de unidades com comunhão de direito e fato, cargas que se unem para atingir os 500 kW.

Principais entendimentos deste item:

  • A partir de 2020 consumidores de 2.000 kW podem ser considerados Livres (e não mais incentivados)
  • A partir de 2021 cai para 1.000 kW
  • A partir de 2022 cai para 500 kW
  • A partir de 2024 cai para 400 kW
  • A partir de 2028 cai para 75 kW
  • A partir de Janeiro/18 não se pode realizar mais comunhão e migração de consumidores com menos de 1.000 kW é abaixo de comercializadora

2) CENTRALIZAÇÃO DE CUSTOS DE TRANSMISSÃO E CONTRATOS REGULADOS

A proposta neste item é que sejam criadas contas centralizadoras de transmissão e geração, gerenciadas pela CCEE. Estas contas seriam utilizadas para remunerar as geradoras e transmissoras, e os custos seriam repassados às concessionárias de distribuição, proporcional ao mercado de cada uma. Isto resultaria em uma “unificação” dos valores das tarifas de cada concessionária do país.

3) ALTERAÇÃO DE METODOLOGIA DE PRECIFICAÇÃO DO MERCADO

Este item da proposta mostra uma necessidade latente do mercado de energia atual, que é a alteração da forma de precificação do mercado. Hoje o mercado de energia é precificado pelos modelos NEWAVE e DECOMP que vivem em constante aperfeiçoamento e seguem com uma volatilidade bastante significativa. Esta extrema volatilidade traz insegurança e dificuldade de planejamento dos agentes do mercado. A proposta do Ministério sobre este tema converge para a formação de preço a partir de uma bolsa.

4) SOBRECONTRATAÇÃO DAS DISTRIBUIDORAS DEVIDO À MIGRAÇÃO AO MERCADO LIVRE

O tema da sobrecontratação trata da exposição gerada no balanço carga vs compra de energia, que gerou grandes perdas financeiras às distribuidoras.
A proposta neste item é de

  1. As distribuidoras assim como podem comprar, podem vender energia de seu
  2. A sobrecontratação gerada por migração ao mercado livre, poderá resultar em
  3. venda deste excedente e esta diferença de valor, positiva ou negativa, deverá ser repassada para todos os consumidores via encargo

 

5) READEQUAÇÃO DA CDE E SUBSÍDIOS DAS FONTES INCENTIVADAS

Este tema visa a revisão da Conta de Desenvolvimento Energético, que hoje é o encargo que acaba subsidiando todas políticas energéticas do país. A primeira proposta é para que o encargo seja rateado igualmente entre todas áreas de concessão (hoje distribuidoras do sul e sudeste/centro-oeste pagam maior valor do que norte e nordeste), e tenham valor proporcional ao nível de tensão: quanto maior a tensão, menor o encargo.

Outro ponto importante é em relação ao aumento das tarifas de distribuição/transmissão que geraram distorções no valor do fio e no subsídio de 50% e 100% que é dado às geradoras incentivadas.
Tais distorções trazem subsídio “anormal” e custos desnecessário às tarifas, beneficiando consumidores e geradores que buscam esta relação pois o consumidor possui valor de fio muito alto

A proposta visa pagamento de um prêmio ao invés de 50% do valor do fio (deve valer algo em torno dos R$ 30,00/MWh) para novas usinas entrantes. As que entrarem até dez/17 tem este valor até o fim da outorga, as demais somente até 31/12/2029

6) PRIVATIZAÇÃO E “DESCOTIZAÇÃO” DO SETOR

Este último tema tratado neste informativo é sobre a privatização do setor. Em primeiro lugar o governo quer promover a privatização do setor como um todo. A saída das “cotas” é uma boa forma de estimular este processo. Em 2013 (ainda na medida da presidência de redução das tarifas em 20%) grande parte das concessões hidrelétricas do país foram renovadas pelo regime de cotas, remunerando somente a Operação e Manutenção da usina e o risco da geração foi “dado” às distribuidoras. Em um primeiro momento a queda nas tarifas foram excelentes, porém a falta de chuvas, trouxe uma exposição enorme às distribuidoras. Portanto, a proposta é acabar com estas cotas, processo que geraria um aumento significativo das tarifas cativas, porém o risco também reduziria.