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outubro 2017

Eficiência energética e geração distribuída ganham ainda mais espaço

Por | EFICIENCIA ENERGETICA, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

A economia verde como caminho para empresas operarem no azul e contribuírem para o meio ambiente foi tema do evento “Eficiência Energética e Geração Distribuída”, realizado nesta quarta-feira (23) pela FecomercioSP, por meio do Conselho de Sustentabilidade e em parceria com a R20 – Regions of Climate Action, fundação criada pelo ex- governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger.

A abertura do seminário contou com a participação do presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP, José Goldemberg; o presidente do Conselho Consultivo do R20 Brasil e presidente da rede de lojas Riachuelo, Flávio Rocha; o secretário de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Ricardo Salles; o presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado de São Paulo – Desenvolve SP; e o presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE), Milton Luiz Melo Santos.

“A eficiência energética e a geração distribuída estão se tornando cada vez mais importantes. Questões que eram discutidas por especialistas e, agora, estão chegando nos estabelecimentos comerciais. Ou seja, está virando uma prática. Essa é uma oportunidade especial porque marca uma transição da atividade puramente acadêmica para a conversão desses conhecimentos em ação comercial, lucros e desenvolvimento para a sociedade”, disse Goldemberg.

Na sequência, o gerente do Programa Nacional de Conservação de Energia da Eletrobras (Procel), Marcel Costa, detalhou aos empresários como funciona o Procel Edifica, programa de certificação de produtos com eficiência energética. O órgão promove ações em diversos segmentos de medidas sustentável, que ajudam o País a economizar energia elétrica e que geram benefício para toda a sociedade.
“A Procel tem várias áreas de atuação. Promovemos o uso eficiente de energia no setor de construção civil em edificações e também apoiamos prefeituras na iluminação pública e sinalização semafórica. Oferecemos treinamento e auxílio no planejamento e na implantação de projetos que visem ao menor consumo de energia, além de elaboração e disseminação de informação qualificada sobre eficiência energética”, explicou Costa.
Já o diretor da Jordão Engenharia, Marcio Americo, expôs medidas de como diagnosticar a necessidade de eficiência e soluções simples para o varejo, e detalhou um amplo estudo das vantagens e desvantagens dos modelos de lâmpadas disponíveis no mercado. Ressaltou ainda que, para um modelo eficiente, há de considerar não apenas o custo de aquisição, mas também o de operação.

A questão da eficiência na climatização foi abordada na palestra do vice- presidente de Eficiência Energética da Abrava, Tomaz Cleto, que fez um alerta para o aumento das vendas de aparelhos de ar condicionado no verão e deu dicas de como evitar o desperdício de energia elétrica. “Medidas simples como manter sempre limpos os filtros, deixar o aparelho em temperatura adequada, manter portas e janelas fechadas, além de desligar chillers, bombas e todo o sistema de ar quando não utilizado, ajudam a reduzir custos e, consequentemente, aumentar a lucratividade da empresa.”

A seguir, o diretor financeiro e de negócios da Desenvolve SP, Alvaro Sedlacek, trouxe opções de financiamentos para os empresários que desejam adotar medidas sustentáveis em suas empresas. Sedlacek contou que a instituição oferece um amplo leque de linhas de financiamento para ampliação, modernização, aumento da capacidade produtiva, implantação de novas plantas e relocalização de empreendimentos que tenham um bom projeto sobre questões voltadas à sustentabilidade. “Nós financiamos projetos de R$ 20 mil a R$ 30 milhões. Se o empresário tem um projeto eficaz, nós estamos aqui para dar esse suporte”, disse.

Um case de sucesso sobre a Loja Verde foi apresentado pelo gerente geral de Engenharia e Arquitetura das lojas Riachuelo, Eduardo Trajano, que mostrou todas as ações que foram introduzidas na planta da loja localizada em Ipanema. Com 1.378 metros quadrados, a loja conta com sistema de reúso de águas pluviais, telhado verde, iluminação em LED e máxima eficiência hídrica, além de estrutura metálica. “Durante a construção, todo o material utilizado foi reciclado. Os itens também foram adquiridos no comércio da região. A loja é fantástica e certamente contribui para a preservação do meio ambiente”.

O conselheiro e presidente do comitê de Sustentabilidade do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), Hugo Bethlem, abordou a eficiência energética como ferramenta de competitividade. Segundo ele, o consumidor está cada vez mais “empoderado” e, em contrapartida, os empresários precisam saber em como atrair seus clientes. Parte da resposta está na eficiência energética. Precisamos investir constantemente para não perder a competitividade e a lucratividade.”

O avanço do sistema solar no Brasil

Por | ENERGIA SOLAR, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

O Brasil tem se consolidado nos últimos anos como uma das principais potências em energia solar na América Latina, a energia solar distribuída já é uma realidade cativa no pais de maior custo tarifário de energia, e deve apresentar um alto crescimento nos próximos anos, devido à irradiação solar do país e dos incentivos econômicos para usuários adotarem essa solução. Para avaliar o futuro do desenvolvimento e penetração da geração distribuída de energia solar, o BCG criou três cenários de crescimento, considerando possíveis combinações de regulamentações e políticas de apoio ao mercado.

Incentivos fiscais são cruciais para o futuro da energia solar distribuída no país. De acordo com as análises do BCG, esses estímulos são equivalentes a um desconto de 20% no custo nivelado de eletricidade a partir de fonte solar. Com isso é esperado um crescimento anual médio de 40% a 50% de geração solar distribuída, resultando em uma penetração significativa em uma década e na consolidação de um “ecossistema solar” no Brasil. Desde que a Aneel revisou as regras do sistema de compensação de energia elétrica em 2015, em grande parte do Brasil as fontes de energia alternativa passaram a ter custo inferior, ou igual ao preço de compra diretamente de uma concessionária de energia elétrica. Com isso, as instalações de energia solar saíram de 1.150 para quase 10.000 até abril de 2017.Com a promessa para clientes residenciais desfrutarem da energia solar e da redução de riscos de investimento inicial, surgem novas empresas e modelos de negócios no Brasil. Ao todo, o Portal Solar já recebeu mais de 30 mil pedidos de orçamento.

Hoje as pessoas que instalam um sistema de energia solar em suas casas ou empresas podem, através da regulamentação da ANEEL, trocar créditos de energia com a distribuidora estadual, o que possibilita redução de até 95% na conta de luz. No futuro, o MME estabelecerá um sistema onde os proprietários poderão vender o excesso da produção para o sistema nacional.

 

Mercado livre de energia atinge recorde

Por | ENERGIA SOLAR

O mercado livre de energia teve um crescimento recorde em 2017, mais de 2.303 empresas aderiram ao mercado livre de energia. A retomada da indústria e a grande migração de empresas foram um dos principais fatores a fazer o Ambiente de Comercialização Livre atingir o recorde histórico de 30% do total do consumo do Sistema. O número é 25 vezes maior que o registrado em 2015, quando 93 empresas foram credenciadas

pelo órgão. Segundo dados da CCEE, a principal motivação das empresas para aderirem ao mercado livre é a redução dos gastos com energia. Com a adesão ao mercado livre as empresas deixam de ser clientes das distribuidoras, como as residências e o comércio, e passam a comprar energia diretamente dos geradores. Muitos desses grandes consumidores optam por contratos mais longos, o que evita que eles fiquem expostos a variações no preço da energia.

Atualmente, o mercado livre representa 27% de todo o consumo de energia do país. Para o presidente do Conselho de Administração da CCEE, Rui Altieri, o aumento da tarifa de energia no mercado regulado (atendido pelas distribuidoras), a simplificação da medição e a melhora do nível de chuvas, que ajudou na queda do preço da energia no mercado livre, influenciaram a migração.

Altieri acredita que 2018 ainda terá um grande movimento de migração, já que a CCEE ainda tem 1.121 processos de adesão abertos, 1.044 de consumidores especiais e 77 de consumidores livres.

Geração solar cresce mais que todas as demais fontes de energia do mundo

Por | ENERGIA SOLAR

A AIE informou que 165 gigawatts de energias renováveis foram concluídos em 2016, dois terços da expansão líquida da oferta de eletricidade.

A energia se expandiu mais rapidamente do que qualquer outra fonte de combustível pela primeira vez em 2016, informou a Agência Internacional de Energia, em relatório que sugere que a tecnologia dominará o campo de energias renováveis nos próximos anos.
A instituição criada após a primeira grande crise do petróleo, em 1973, informou que 165 gigawatts de energias renováveis foram concluídos no ano passado, o que representou dois terços da expansão líquida da oferta de eletricidade. A energia solar cresceu 50 por cento, sendo que quase metade das novas plantas foram construídas na China.
“O que testemunhamos é o nascimento de uma nova era dos painéis fotovoltaicos solares”, disse Fatih Birol, diretor- executivo da AIE, em comunicado que acompanha o relatório publicado na quarta-feira, em Paris. “Estimamos que o crescimento da capacidade fotovoltaica solar será maior que o de qualquer outra tecnologia renovável até 2022.”

Os números marcam o sexto ano consecutivo em que as energias limpas estabeleceram recordes em instalações. A fabricação em massa e o distanciamento dos governos em relação aos pagamentos fixos pelas energias renováveis reduziram o custo da tecnologia eólica e solar.

A AIE estima que cerca de 1.000 gigawatts em energias renováveis serão instalados nos próximos cinco anos, marco alcançado pelo carvão apenas depois de 80 anos. Essa quantidade de eletricidade ultrapassa o consumo da China, da Índia e da Alemanha combinados.

A ascensão da energia fotovoltaica na China se deve, em grande parte, ao apoio do governo às energias renováveis, exigido por uma população preocupada com a poluição do ar e com a degradação ambiental que provoca smogs mortais. O país busca reduzir sua dependência em relação ao carvão e se transformou no maior mercado mundial para energias renováveis, em particular a energia solar.

“A história da energia fotovoltaica solar é chinesa”, disse Paolo Frankl, chefe da divisão de energia renovável da AIE. “A China é líder na fabricação há muito tempo. O que há de novo é a participação de mercado. Neste ano, foi equivalente à capacidade total instalada de painéis fotovoltaicos na Alemanha.”

Os EUA e a Índia estão entre os demais países que vêm estimulando as energias renováveis. Somados à China, deverão responder por dois terços da expansão da energia limpa em todo o mundo.
Apesar da promessa do presidente Donald Trump de reforçar a posição do carvão no mercado de energia, a expectativa é que os EUA sejam o segundo maior mercado para as energias renováveis.

A AIE também projeta que os biocombustíveis assumirão um papel maior na indústria de transporte, superando os ganhos dos veículos elétricos.
“Muita atenção foi dada nos últimos meses aos veículos elétricos, e com razão. Eles são cada vez mais globais, exponencialmente”, disse Frankl. “Mas tenho que dizer que não devemos nos esquecer dos biocombustíveis, que no fim de 2016 representavam 96 por cento do total do transporte renovável.”

O número de veículos elétricos dobrará até 2022, mas os biocombustíveis ainda representarão 93 por cento das energias renováveis consumidas no setor de transporte, estima a AIE. Os combustíveis são necessários especialmente para veículos mais pesados, incluindo aviões e navios.

 

Corporações apontam gestão de energia como solução rápida e eficaz em ações de eficiência energética

Por | EFICIENCIA ENERGETICA, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

Gestão de energia é tema frequente em eventos do setor elétrico pelo país e nas publicações segmentadas, principalmente porque une dois assuntos em voga: sustentabilidade e economia. Em tempos de crises e de ações mundiais em prol da saúde do planeta, ter um sistema que monitore consumo e aponte soluções ideais, se mostra essencial em qualquer projeto corporativo de eficiência energética e redução de custos.
O Brasil; que está entre os 5 primeiros no ranking mundial de construções sustentáveis e é o país que mais utiliza biomassa na produção de energia, sendo 16% do uso global no setor; ainda não conseguiu uma boa posição no quesito Eficiência Energética. Em junho deste ano, o Conselho Americano para Economia Eficiente de Energia (ACEEE, em inglês) classificou o Brasil como penúltimo colocado, numa lista de 23 grandes economias do mundo. O primeiro lugar ficou para a Alemanha.
No entanto, ainda que o país não tenha alcançado um desempenho expressivo neste quesito, grandes e médios consumidores de energia, há muitos anos, já buscam soluções variadas para gestão de energia e aumento de eficiência energética. Pelo baixo custo, facilidade de implementação e rápido retorno que gera, os sistemas de monitoramento e controle de energia via internet, vêm sendo adotados por inúmeras corporações para a redução de gasto com energia.
“É possível consumir energia de forma consciente e reduzida, se souber exatamente como se gasta. É através do acompanhamento do consumo que podemos realizar uma análise eficiente, identificarmos oportunidades e desvios, e assim traçarmos ações para termos o uso correto desta energia”, explica o gerente comercial da ACS Automação, empresa especializada no ramo desde 1985, Alexander Dabkiewicz:
Case Santander
A rede possui mais de 2 mil pontos de consumo e o resultado da ação de eficiência energética adotada resultou numa economia superior a 80 milhões kWh. Um dos projetos de gerenciamento de energia implantado no Banco Santander foi a implantação sistema ACS, Follow Energy. Henrique Bissochi, responsável pelos setores de Engenharia e Infraestrutura do Santander, conta que, inicialmente, o Follow Energy foi instalado em todos os seus consumidores de Média Tensão, o que, segundo ele, ajudou inicialmente na revisão dos contratos, com a eliminação de todos os desperdícios com multas e altas demandas, proporcionando uma redução de 8% nessas contas. O próximo passo foi fazer um up-grade no sistema, incluindo a automação do ar-condicionado. Com esta ação, a redução de consumo chegou a 15% do total das agências. “Agora, estamos aproveitando todos os dados de consumo que o sistema disponibiliza para traçar ‘alertas’ de consumos fora da curva. Isso também proporcionará uma gestão on-time de possíveis ofensores que estejam com consumo indevido”, diz o gerente de engenharia do Santander.

Case Bloomin Brands
Edinaldo Martins de Castro é Gerente de Utilities da Bloomin Brand International, empresa responsável pelos restaurantes Outback e Abraccio no Brasil. De acordo com ele, para que um projeto de eficiência energética gere resultados é preciso comprometimento, conscientização, foco e determinação de todos os envolvidos e um acompanhamento constante de um facilitador do projeto; além de um bom sistema de gestão de energia, como o escolhido por ele para a Bloomin, o Follow Energy.
“A escolha deste sistema se deu justamente devido à diversificação e variedade de relatórios, gráficos, controles e análises possíveis de cada um e todos os restaurantes. Também foi possível realizar a separação em grupos de acordo com o tipo/modelo de consumo, possibilitando uma comparação, gerenciamento e gestão de Utilidades (Energia Elétrica, Água e Gás) precisa das nossas unidades”, disse Edinaldo Martins.
Case C&A
Já a experiência com gestão de energia do gerente de engenharia da C&A no Brasil, Alexandre Medeiros, aconteceu em um momento em que a empresa já possuía um grande programa de eficiência energética operando.
“Mesmo assim, ganhamos muito em agilidade com ferramentas como a programação remota via web/celular, relatórios consolidados e as dashboards personalizáveis. Elas são muito úteis no dia-a-dia do time de engenharia e manutenção. Outra ferramenta importante são os alarmes personalizados que nos permitem monitorar quando uma unidade está consumindo energia acima do previsto e tomar ações corretivas rapidamente”, declara o engenheiro.

Mercado Livre de Energia entrega redução de custos para o setor industrial

Por | MERCADO LIVRE, NOVIDADES MERCADO DE ENERGIA

O mercado livre de energia já vem sendo utilizado pelas grandes indústrias como alternativa na na alta potencial de redução de custos com energia, uma vez que a empresa passa a ser detentora das estratégias de compra e consumo de energia que podem propiciar tanto ganhos contra o mercado regulado, com tarifas determinadas pela Aneel e pelo perfil da distribuidora, como contra o concorrente.
O mercado livre de energia já vem sendo utilizado pelas grandes indústrias como alternativa na redução dos custos nesta área. Com o aumento significativo das tarifas neste ano e um contexto econômico mais pressionado, um número maior de empresas procurou o mercado livre para amenizar os impactos. Por meio desta modalidade, são firmados contratos especiais para o fornecimento de energia que podem garantir uma economia de até 20% em relação à rede cativa, que são as distribuidoras de energia dos Estados. As empresas divulgaram em nota que em menos de 2 anos teve uma redução de custos de aproximadamente R$ 100 mil. As empresas que aderem a esta parte do mercado livre de energia são abastecidas apenas com estas fontes diferenciadas. “A economia varia de 10% a 20% atualmente, dependendo do preço negociado. Esta redução já foi maior. Além da entrada de muitas empresas neste mercado no período, a diminuição da tarifa do mercado regulado de energia também fez com que essa diferença fosse menor. De qualquer maneira, ela traz um impacto positivo para quem consome muita energia”, salienta Franklin Miguel, diretor presidente da Copel Comercialização, empresa da Copel Holding que atua no mercado livre de energia.